Lançamos a Coleção 6 (1985-2020)

Pesquisa sobre mapeamento de sistemas integrados de lavoura e pecuária vence a 3ª edição do Prêmio MapBiomas na categoria Geral

Vencedores apresentam os principais pontos dos seus trabalhos em cerimônia online

A pesquisa de Patrick Calvano Kuchler, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em parceria com a Embrapa Solos, que tratou dos desafios para mensurar a implantação do Plano ABC - Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, foi a vencedora da 3ª edição do Prêmio MapBiomas na categoria Geral. O autor buscou estabelecer um protocolo para monitorar as ações, partindo da metodologia do MapBiomas e de suas classes relacionadas à agropecuária, e apresentou uma abordagem inovadora de monitoramento de sistemas integrados de lavoura e pecuária (ILP).

Em segundo lugar, na categoria Geral, ficou o trabalho de Renato Crouzeilles Pereira Rocha, do Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS), que desenvolveu um modelo com cenários relacionados à regeneração natural da Mata Atlântica. Estes e outros quatro trabalhos vencedores foram apresentados no evento de premiação da 3ª edição do Prêmio MapBiomas, realizado em 8 de julho, com transmissão ao vivo no canal youtube.com/mapbiomasbrasil.

Novidade nesta edição, a categoria Destaque em Aplicações Políticas Públicas premiou o trabalho de José Mário Fraga Miranda, da 17ª Brigada de Infantaria de Selva - Porto Velho, com a plataforma Guardiões da Amazônia, que disponibiliza dados e recursos relevantes para proteção da Amazônia, facilitando o combate aos ilícitos ambientais, como o desmatamento. A iniciativa possui um aplicativo para celular e um módulo web, restrito aos órgãos parceiros, que podem verificar denúncias dos usuários do app.

Outra novidade do prêmio nesta edição foi a possibilidade de os trabalhos utilizarem dados ou citarem sobre qualquer uma das iniciativas da Rede MapBiomas. Na categoria Jovem, o primeiro lugar utilizou informações do mapeamento do Chaco. Sofía María Chevallier Boutell, da Facultad de Agronomía, Universidad de Buenos Aires (FAUBA), realizou um estudo sobre como mudanças no uso da terra, como a conversão da vegetação nativa para agricultura e pastagem, impactam na provisão de serviços ecossistêmicos no Chaco Seco argentino. Em segundo lugar, o trabalho de Danylo M. Magalhães, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avaliou os efeitos das criações de Unidades de Conservação, Territórios Indígenas e Quilombolas de 1985 a 2018 na evolução da supressão florestal.

A comissão julgadora concedeu ainda uma menção honrosa na categoria Jovem. Nicolli Albuquerque de Carvalho, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), avaliou mudanças de uso da terra que ocorreram em quatro bacias hidrográficas na APA Costa dos Corais em Alagoas para entender os impactos no ambiente costeiro marinho.

No evento de premiação, o coordenador-geral do MapBiomas, Tasso Azevedo, destacou o principal objetivo do prêmio: tornar o conhecimento sobre a cobertura da terra acessível. "Nosso objetivo é promover a conservação, mitigação dos impactos, mas são dados. São as pessoas que tornam relevantes o que a gente produz, senão serão só dados e mapas. Ficamos felizes em estimular e reconhecer quem usa o MapBiomas”, afirmou.

Recorde de inscritos

A edição deste ano bateu recorde de trabalhos enviados. Foram 160 para as três categorias: Geral, Jovem e Destaque Aplicações Para Política Públicas. Um crescimento de 60% no número de inscritos em comparação ao ano anterior. Neste ano, foi equilibrada a presença dos jovens e dos maiores de 30 anos. Uso da Terra foi o tema que predominou, seguido por Diversidade. Foram 150 artigos científicos publicados com referências do MapBiomas só em 2020 e este número cresce ano a ano.

“A cada edição do Prêmio MapBiomas, aumentam o número, as regiões e países dos participantes e também a qualidade dos trabalhos. Esse crescimento se dá junto com o avanço dos produtos das iniciativas do MapBiomas, trazendo inclusive novas aplicações tanto para políticas públicas como também para a ciência no país. E os trabalhos inscritos neste prêmio refletem isso”, disse a coordenadora científica do MapBiomas, Júlia Shimbo, na época do encerramento das inscrições.

Foram inscritos trabalhos de 25 dos 26 Estados do Brasil e do Distrito Federal. Só não houve participantes do Acre. No ano passado, 17 Estados; e na primeira edição, 11 Estados. Neste ano houve ainda, inscrições de França, Portugal, Reino Unido, Nova Zelândia e Holanda. A 3ª Edição do Prêmio MapBiomas ocorre em parceria com o Instituto Ciência Hoje.
Neste ano, puderam ser inscritos trabalhos que citaram ou utilizaram dados de qualquer uma das iniciativas MapBiomas – como as coleções do MapBiomas Brasil, do MapBiomas Amazônia e do MapBiomas Chaco ou informações do MapBiomas Alerta, do MapBiomas Árida e do Geocovid MapBiomas.

A edição deste ano premiou os vencedores com R$ 50 mil (divididos, segundo o edital, entre os trabalhos em 1º e 2º lugares nas categorias Geral e Jovem e o Destaque Aplicações Para Políticas Públicas). Além disso, os ganhadores receberão assinatura anual da revista Ciência Hoje digital e bolsa para um curso de geoprocessamento de imagens de satélite utilizando Google Earth Engine promovido pela Solved.

Navegue no site do Prêmio MapBiomas e saiba mais sobre esta edição e conheça os vencedores das edições anteriores.