{"id":8537,"date":"2026-09-11T08:29:07","date_gmt":"2026-09-11T11:29:07","guid":{"rendered":"https:\/\/mapbiomas.org\/blog\/2026\/09\/11\/dia-do-cerrado-perda-de-vegetacao-secundaria-aumentou-cerca-de-20-desde-2017\/"},"modified":"2026-10-23T00:03:43","modified_gmt":"2026-10-23T03:03:43","slug":"dia-do-cerrado-perda-de-vegetacao-secundaria-aumentou-cerca-de-20-desde-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2026\/09\/11\/dia-do-cerrado-perda-de-vegetacao-secundaria-aumentou-cerca-de-20-desde-2017\/","title":{"rendered":"Dia do Cerrado: perda de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria aumentou cerca de 20% desde 2017"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"771\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/09\/Paisagem_do_Cerrado_da_FAL_-_Unb-1024x771.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-12401\" \/><\/figure>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Din\u00e2mica de ganho e perda da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, monitorada pelo MapBiomas, tem apontado para gradual redu\u00e7\u00e3o dessa forma\u00e7\u00e3o no Cerrado<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo maior bioma do Brasil, o Cerrado registrou, entre 2017 e 2025, uma \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria perdida 19,9% maior do que no per\u00edodo de 2007 a 2016 , como apontam dados consolidados pela rede MapBiomas e apresentados nesta sexta, 11 de setembro, quando se comemora o Dia do Cerrado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2025, a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria respondia por 7,5 milh\u00f5es de hectares no bioma, o equivalente a 8% da cobertura remanescente. Vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria \u00e9 a \u00e1rea que j\u00e1 foi desmatada e se encontra em processo de recupera\u00e7\u00e3o da cobertura nativa.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A din\u00e2mica de ganho e perda da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria tem apontado para uma gradual redu\u00e7\u00e3o dessa forma\u00e7\u00e3o no Cerrado. De 1987 (ano em que come\u00e7a essa s\u00e9rie hist\u00f3rica do MapBiomas) at\u00e9 1996, o balan\u00e7o l\u00edquido \u2013ou seja, a diferen\u00e7a entre ganho e perda\u2013 foi de 3,4 milh\u00f5es de hectares. No per\u00edodo 1997-2006, ficou em 2,2 milh\u00f5es de hectares; de 2007 a 2016, passou para 1,9 milh\u00e3o de hectares. Agora, no consolidado de 2017 a 2025, caiu para 0,5 milh\u00e3o de hectares, com ganho de 3,2 milh\u00f5es e perda de 2,7 milh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dos 1.425 munic\u00edpios cobertos pelo Cerrado, 67 perderam pelo menos mil hectares a mais de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria do que ganharam no per\u00edodo 2017-2025. A maior parte desses munic\u00edpios est\u00e1 localizada na regi\u00e3o do Matopiba, que abrange parte dos estados do Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia.&nbsp; Os tr\u00eas munic\u00edpios com a maior perda l\u00edquida de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, todos na Bahia, est\u00e3o justamente no Matopiba. S\u00e3o eles: Barreiras, Jaborandi e Baixa Grande do Ribeiro. Na outra ponta, os tr\u00eas com maior ganho l\u00edquido de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria nesse per\u00edodo mais recente foram Cocalinho (MT), Paran\u00e3 (TO) e Arinos (MG).<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2026\/09\/Ganha-e-perda-de-vegetacao-secundaria-no-Cerrado-Infografico-MapBiomas-10092026-1024x576.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-12402\" \/><\/figure>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/downloads\/infograficos\/\">Clique aqui para acessar o infogr\u00e1fico<\/a><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A idade da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria indica por quantos anos a \u00e1rea permaneceu como vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria antes de ser perdida. No Cerrado, 41,7% (ou 3,3 milh\u00f5es de hectares) de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria foram desmatados com at\u00e9 5 anos&nbsp; de forma\u00e7\u00e3o. A perda de \u00e1reas jovens interrompe o processo de recupera\u00e7\u00e3o antes que a vegeta\u00e7\u00e3o avance para est\u00e1gios mais desenvolvidos,&nbsp;<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA idade permite olhar para a vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria n\u00e3o apenas como uma \u00e1rea que voltou a ter cobertura nativa, mas como uma trajet\u00f3ria ao longo do tempo. Os dados para o Cerrado mostram que uma parcela dessas \u00e1reas permanece como vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria por poucos anos antes de ser novamente perdida, enquanto outras persistem por mais de uma d\u00e9cada. Essa diferen\u00e7a ajuda a entender a din\u00e2mica de perman\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no Cerrado\u201d,&nbsp; afirma B\u00e1rbara Costa, analista de pesquisa do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia) e da rede MapBiomas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nota informativa<\/strong><br \/>Os dados de perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria consideram a trajet\u00f3ria da cobertura e uso da terra e a<br \/>persist\u00eancia das transi\u00e7\u00f5es ao longo dos anos. Assim, 1985 e 1986 s\u00e3o usados para validar o in\u00edcio da s\u00e9rie, e os eventos s\u00e3o contabilizados a partir de 1987. A vegeta\u00e7\u00e3o nativa presente desde o in\u00edcio da s\u00e9rie \u00e9 considerada prim\u00e1ria; quando retorna ap\u00f3s uma trajet\u00f3ria de uso antr\u00f3pico, \u00e9 classificada como secund\u00e1ria. O balan\u00e7o l\u00edquido considera a diferen\u00e7a entre ganhos e perdas de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. A classe de -1.000 a +1.000 ha inclui balan\u00e7os negativos e positivos de pequena magnitude; portanto, n\u00e3o indica aus\u00eancia de perda<\/p>\n<p><strong>Fonte<\/strong>: MapBiomas \u2013 Cole\u00e7\u00e3o 11 de mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil (1985\u20132025) e mapas anuais de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria do Brasil (1987\u20132025)<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Din\u00e2mica de ganho e perda da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, monitorada pelo MapBiomas, tem apontado para gradual redu\u00e7\u00e3o dessa forma\u00e7\u00e3o no Cerrado Segundo maior bioma do Brasil, o Cerrado registrou, entre 2017 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-8537","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/"},"uagb_comment_info":5,"uagb_excerpt":"Din\u00e2mica de ganho e perda da vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, monitorada pelo MapBiomas, tem apontado para gradual redu\u00e7\u00e3o dessa forma\u00e7\u00e3o no Cerrado Segundo maior bioma do Brasil, o Cerrado registrou, entre 2017 [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8537","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8537"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8537\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8539,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8537\/revisions\/8539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8537"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8537"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8537"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}