{"id":729,"date":"2025-12-05T09:41:53","date_gmt":"2025-12-05T12:41:53","guid":{"rendered":"https:\/\/mapbiomas.org\/mais-da-metade-do-carbono-organico-armazenado-no-solo-brasileiro-esta-na-amazonia-2\/"},"modified":"2026-07-31T15:03:20","modified_gmt":"2026-07-31T18:03:20","slug":"mais-da-metade-do-carbono-organico-armazenado-no-solo-brasileiro-esta-na-amazonia-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2025\/12\/05\/mais-da-metade-do-carbono-organico-armazenado-no-solo-brasileiro-esta-na-amazonia-2\/","title":{"rendered":"Mais da metade do carbono org\u00e2nico armazenado no solo brasileiro est\u00e1 na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Nova cole\u00e7\u00e3o de dados sobre o solo brasileiro, do MapBiomas, revela estoque de 37,5 gigatoneladas e oferece dados in\u00e9ditos sobre todo o territ\u00f3rio brasileiro&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>05 de dezembro de 2025<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8180\" width=\"686\" height=\"393\" \/><\/figure>\n<p style=\"font-size:18px\">O Brasil possui uma massa total de 37,5 gigatoneladas (Gt) de carbono org\u00e2nico do solo (COS) na camada de 0 a 30 cent\u00edmetros, com uma m\u00e9dia de 44,1 toneladas por hectare (t\/ha). Mais da metade (52%) desse total est\u00e1 na Amaz\u00f4nia. Estes s\u00e3o alguns dos novos dados do MapBiomas Solo. Desenvolvida pela rede MapBiomas, a plataforma integra dados da nova Cole\u00e7\u00e3o 3 (beta) de mapas anuais do estoque de carbono org\u00e2nico do solo entre 1985 e 2024, al\u00e9m de mapas de granulometria, textura e profundidade de camadas pedregosas dentro de 100 cent\u00edmetros do solo em todo o territ\u00f3rio brasileiro. Todas as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente no site <a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/\">https:\/\/brasil.mapbiomas.org<\/a> a partir de 5 de dezembro, celebrado como o Dia Mundial do Solo.<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">\u201cO solo \u00e9 um arquivo do tempo: nele se acumulam sinais de clima, vegeta\u00e7\u00e3o e relevo que moldaram o territ\u00f3rio ao longo da hist\u00f3ria. A distribui\u00e7\u00e3o do carbono org\u00e2nico \u00e9 um exemplo disso. Compreender esses padr\u00f5es \u00e9 olhar para o pa\u00eds tamb\u00e9m pelo que se conserva abaixo da superf\u00edcie\u201d, explica o professor Alessandro Samuel-Rosa, um dos coordenadores do MapBiomas Solo. \u201cEsses mapas das propriedades dos solos brasileiros, como carbono, textura e pedregosidade, permitem avan\u00e7os nas an\u00e1lises voltadas aos usos agr\u00edcolas e urbanos do solo, como o armazenamento de \u00e1gua, susceptibilidade a processos erosivos e movimentos de massa, a avalia\u00e7\u00e3o de riscos clim\u00e1ticos e o planejamento territorial\u201d, completa a professora Taciara Zborowski Horst, que tamb\u00e9m coordena a iniciativa.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">Os dados revelam que 35,9% do solo brasileiro estoca entre 40 e 50 t\/ha de carbono. A Mata Atl\u00e2ntica supera a m\u00e9dia nacional de armazenamento por hectare, com 53,4 t\/ha, onde se encontram as regi\u00f5es de clima mais frio (como campos de altitude e florestas de arauc\u00e1ria) e \u00famidas (como restingas e mangues) que favorecem o ac\u00famulo de carbono abaixo da superf\u00edcie. Em segundo lugar, est\u00e1 a Amaz\u00f4nia, com 46,3 t\/ha, e depois o Pampa, com 43,7 t\/ha. Nos dois biomas, os maiores estoques de carbono org\u00e2nico do solo est\u00e3o em florestas de v\u00e1rzea, como aquelas pr\u00f3ximas do Rio Negro na Amaz\u00f4nia, e na zona costeira.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A rela\u00e7\u00e3o entre composi\u00e7\u00e3o do solo e uso da terra<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">Para fins pr\u00e1ticos, a composi\u00e7\u00e3o do solo \u00e9 usualmente agrupada em classes de textura, que refletem a rela\u00e7\u00e3o entre areia, silte e argila. Os novos dados mostram que, na camada superficial de 0\u201330 cm, a textura m\u00e9dia predomina em 63,4% do territ\u00f3rio brasileiro, seguida pelos solos argilosos (29,6%), enquanto as classes arenosa, siltosa e muito argilosa somadas representam apenas 7% da \u00e1rea nacional. Al\u00e9m das diferen\u00e7as na superf\u00edcie, os mapas permitem observar de maneira expl\u00edcita como a textura do solo pode mudar em profundidade: entre 60 e 100 cm, o pa\u00eds se torna majoritariamente argiloso (63,6%).&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">A textura do solo brasileiro revela contrastes marcantes entre os biomas brasileiros. Na Mata Atl\u00e2ntica, predominam solos com teores de argila superiores a 60%, o que confere maior capacidade de armazenamento de \u00e1gua e de reten\u00e7\u00e3o de nutrientes e tamb\u00e9m contaminantes, al\u00e9m de permitir que o carbono org\u00e2nico permane\u00e7a estocado por longos per\u00edodos. Em contraste, Cerrado, Caatinga e Pantanal concentram \u00e1reas com teores de areia acima de 60%, ou seja, em solos nos quais a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de nutrientes e carbono s\u00e3o menores e a infiltra\u00e7\u00e3o e evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua ocorrem de forma mais r\u00e1pida, refletindo em menor quantidade de \u00e1gua dispon\u00edvel no solo. Ao mesmo tempo, a facilidade de infiltra\u00e7\u00e3o&nbsp; contribui para a recarga dos aqu\u00edferos durante o per\u00edodo chuvoso. J\u00e1 os maiores teores de silte, geralmente inferiores a 30%, ocorrem sobretudo nas v\u00e1rzeas da Amaz\u00f4nia, associados a sedimentos transportados dos Andes pelos grandes rios que alimentam o sistema amaz\u00f4nico, onde tamb\u00e9m se acumulam grandes quantidades de carbono.<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">\u201cOs dados ajudam a explicar por que diferentes ambientes respondem de maneiras distintas ao uso do solo e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Por exemplo, a mudan\u00e7a da textura em profundidade pode ter efeitos distintos dependendo da cobertura ou uso da terra. Quando sob vegeta\u00e7\u00e3o natural, cultivo perene ou com cobertura do solo abundante, ela pode aumentar a disponibilidade de \u00e1gua da chuva que infiltra lentamente no solo. Por outro lado, em solos descobertos, revolvidos ou com vegeta\u00e7\u00e3o rala, a mudan\u00e7a textural tende a dificultar a infiltra\u00e7\u00e3o e aumentar o risco de eros\u00e3o do solo. Esse efeito aumenta, com eventos de precipita\u00e7\u00e3o extrema\u201d, explica o professor Alessandro.<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">A an\u00e1lise conjunta desses mapas de solo e da s\u00e9rie hist\u00f3rica de uso e cobertura da terra evidencia padr\u00f5es de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio relacionados \u00e0s caracter\u00edsticas f\u00edsicas do solo. Entre 1985 e 2024, a pastagem se expandiu principalmente sobre solos de textura m\u00e9dia e arenosa, perdendo \u00e1rea nas regi\u00f5es muito argilosas. Essas \u00e1reas foram majoritariamente ocupadas pela agricultura, que tamb\u00e9m cresceu preferencialmente sobre \u00e1reas com baixa pedregosidade nos primeiros 90 cmJ\u00e1 a silvicultura teve expans\u00e3o mais expressiva em locais onde a pedregosidade aparece nas camadas superficiais (&lt;50 cm). \u201cNos solos mais pedregosos, em que a agricultura encontra limita\u00e7\u00f5es, esp\u00e9cies florestais com sistemas radiculares mais robustos conseguem explorar o ambiente com maior efici\u00eancia. J\u00e1 os solos mais rasos ainda s\u00e3o majoritariamente ocupados com pastagem.\u201d, explica a professora Taciara.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">Os novos dados mostram que 9% do territ\u00f3rio brasileiro (77 milh\u00f5es de hectares) possuem solo com mais de 50% de seu volume ocupado por pedregosidade dominante nos primeiros 100 cm. Destes, em 27,6 milh\u00f5es de hectares (3,2% do territ\u00f3rio), o solo tem, no m\u00e1ximo, cerca de 90 cm de profundidade. Abaixo dessa profundidade, o solo encontra a rocha ou tem mais de 90% de seu volume ocupado por fragmentos de rocha, cascalho, n\u00f3dulos ou concre\u00e7\u00f5es (pedregosidade extrema). Na Caatinga, em particular, o solo se torna progressivamente mais pedregoso a profundidades entre 10 e 50 cm. Quanto maior a pedregosidade do solo, menor tende a ser o espa\u00e7o dispon\u00edvel para o crescimento das ra\u00edzes e o armazenamento de \u00e1gua, al\u00e9m de dificultar a mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e obras urbanas de saneamento.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>A rela\u00e7\u00e3o entre textura do solo e estoque de carbono<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">As diferen\u00e7as nos estoques de carbono org\u00e2nico do solo tornam-se ainda mais evidentes quando analisadas por textura. Em m\u00e9dia, solos argilosos, muito argilosos e siltosos possuem os maiores estoques, frequentemente acima de 50 t\/ha em todos os biomas, enquanto os solos arenosos t\u00eam estoque m\u00e9dio de 32 t\/ha no pa\u00eds. Na Caatinga, por exemplo, solos muito argilosos t\u00eam em m\u00e9dia o dobro do estoque de carbono de solos arenosos, chegando a 35 t\/ha de diferen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">\u201cNo Brasil, a distribui\u00e7\u00e3o do estoque de carbono org\u00e2nico do solo \u00e9 marcadamente heterog\u00eanea, refletindo a diversidade clim\u00e1tica, hidrol\u00f3gica, geol\u00f3gica e ecol\u00f3gica do territ\u00f3rio. Essa heterogeneidade refor\u00e7a a import\u00e2ncia de compreender cada bioma em sua totalidade, considerando tanto o que ocorre acima quanto abaixo da superf\u00edcie\u201d, destaca o professor. \u201cA integra\u00e7\u00e3o dessas camadas, todas em alta resolu\u00e7\u00e3o, oferece um panorama detalhado da varia\u00e7\u00e3o horizontal e vertical do solo em todo o territ\u00f3rio brasileiro. Sendo a primeira vez que esses padr\u00f5es podem ser observados de forma integrada em escala nacional, confirmando tend\u00eancias que antes apareciam apenas em estudos locais\u201d, conclui Taciara.<\/p>\n<p class=\"has-medium-font-size\"><strong>Reposit\u00f3rio p\u00fablico de amostras de solo<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">Al\u00e9m do lan\u00e7amento de novos mapas de propriedades do solo, o MapBiomas Solo tamb\u00e9m lan\u00e7ou uma plataforma in\u00e9dita de visualiza\u00e7\u00e3o espacial de dados de amostras de solo. A plataforma (https:\/\/plataforma.soildata.mapbiomas.org\/) permite ao usu\u00e1rio navegar pelo territ\u00f3rio brasileiro, identificar onde h\u00e1 amostras de solo coletadas por pesquisadores e t\u00e9cnicos no passado e descarregar esses dados para uso em suas atividades. O usu\u00e1rio encontra dados de textura do solo (argila, silte e areia), carbono org\u00e2nico, densidade do solo e volume de fragmentos grossos de mais de 45 mil amostras de 15 mil pontos de coleta.<\/p>\n<p style=\"font-size:18px\">A plataforma faz parte do SoilData (https:\/\/soildata.mapbiomas.org\/), o maior reposit\u00f3rio p\u00fablico e de acesso aberto de dados de pesquisa em solos realizados no pa\u00eds. \u201cTrata-se de um recurso \u00fanico para pesquisadores, gestores p\u00fablicos, consultores e produtores rurais, que agora podem localizar rapidamente dados de refer\u00eancia, verificar lacunas de monitoramento e comparar resultados de diferentes regi\u00f5es\u201d, explica o professor Alessandro, coordenador do reposit\u00f3rio. E conclui. \u201cA miss\u00e3o do SoilData \u00e9 salvaguardar e preservar os dados da pesquisa em solos realizada no Brasil, assegurar o reconhecimento dos autores e facilitar o reuso das informa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova cole\u00e7\u00e3o de dados sobre o solo brasileiro, do MapBiomas, revela estoque de 37,5 gigatoneladas e oferece dados in\u00e9ditos sobre todo o territ\u00f3rio brasileiro&nbsp; 05 de dezembro de 2025 O Brasil possui uma massa total de 37,5 gigatoneladas (Gt) de carbono org\u00e2nico do solo (COS) na camada de 0 a 30 cent\u00edmetros, com uma m\u00e9dia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":730,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-729","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1.jpg",1024,586,false],"thumbnail":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1-300x172.jpg",300,172,true],"medium_large":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1-768x440.jpg",768,440,true],"large":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1.jpg",1024,586,false],"1536x1536":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1.jpg",1024,586,false],"2048x2048":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1.jpg",1024,586,false],"trp-custom-language-flag":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1.jpg",18,10,false],"post-thumbnail":["https:\/\/mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mapbiomas_solo_carbono_ns-1024x586-1-1-220x126.jpg",220,126,true]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Nova cole\u00e7\u00e3o de dados sobre o solo brasileiro, do MapBiomas, revela estoque de 37,5 gigatoneladas e oferece dados in\u00e9ditos sobre todo o territ\u00f3rio brasileiro&nbsp; 05 de dezembro de 2025 O Brasil possui uma massa total de 37,5 gigatoneladas (Gt) de carbono org\u00e2nico do solo (COS) na camada de 0 a 30 cent\u00edmetros, com uma m\u00e9dia&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/729","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=729"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/729\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8378,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/729\/revisions\/8378"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}