{"id":4378,"date":"2024-07-31T14:36:03","date_gmt":"2024-07-31T17:36:03","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=4378"},"modified":"2024-07-31T14:36:03","modified_gmt":"2024-07-31T17:36:03","slug":"menos-de-10-das-areas-urbanas-no-brasil-sao-cobertas-por-vegetacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2024\/07\/31\/menos-de-10-das-areas-urbanas-no-brasil-sao-cobertas-por-vegetacao\/","title":{"rendered":"Menos de 10% das \u00e1reas urbanas no Brasil s\u00e3o cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Cidades localizadas na Mata Atl\u00e2ntica respondem por<\/em> <em>mais da metade da \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o e de pra\u00e7as em todo o pa\u00eds<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>18 de julho de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um levantamento in\u00e9dito do MapBiomas mostra que 6,9% das \u00e1reas urbanas no Brasil s\u00e3o cobertas por vegeta\u00e7\u00e3o. Isso corresponde a 283,7 mil hectares.&nbsp; Desse total, 61,5%, ou 174.599 hectares, est\u00e3o na Mata Atl\u00e2ntica. Aproximadamente um em cada cinco hectares (22%) est\u00e3o no Cerrado, onde foram identificados 62.533 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o. Os 16,5% restantes est\u00e3o divididos entre a Amaz\u00f4nia (18.605 hectares, ou 6,6% do total), Caatinga (16.139 hectares \u2013 5,7%), Pampa (11.228 hectares \u2013 4%) e Pantanal (587 hectares \u2013 0,2%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Mata Atl\u00e2ntica, o munic\u00edpio com maior \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 o Rio de Janeiro, com 12.378 hectares \u2013 mais que o dobro de Bras\u00edlia, a cidade com maior \u00e1rea urbana de vegeta\u00e7\u00e3o no bioma Cerrado (6.125 hectares). Na Amaz\u00f4nia, a lideran\u00e7a fica com Manaus (2.818 hectares). Com 1.940 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o, Canoas \u00e9 a cidade com maior \u00e1rea urbana de vegeta\u00e7\u00e3o no Pampa. Na Caatinga, esse t\u00edtulo fica com Fortaleza (1.063 hectares) e, no Pantanal, com Corumb\u00e1 (253 hectares).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs dados sobre vegeta\u00e7\u00e3o urbana t\u00eam potencial de contribuir com o planejamento e gest\u00e3o urbana sustent\u00e1vel, permitindo a integra\u00e7\u00e3o eficaz da vegeta\u00e7\u00e3o como parte essencial do tecido urbano\u201d, destaca Julio Pedrassoli, da equipe de mapeamento de \u00e1reas urbanas do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para chegar a estes resultados, os pesquisadores utilizaram dados da Cole\u00e7\u00e3o Beta MapBiomas 10m, com imagens dos sat\u00e9lites Sentinel de resolu\u00e7\u00e3o espacial de 10m, que foram complementados com informa\u00e7\u00f5es detalhadas de pra\u00e7as e outros espa\u00e7os verdes urbanos mapeados dispon\u00edveis no Open Street Map. Desta forma, foi poss\u00edvel quantificar a vegeta\u00e7\u00e3o urbana por munic\u00edpio, estado e por bioma, identificando n\u00e3o apenas pra\u00e7as e grandes maci\u00e7os de vegeta\u00e7\u00e3o dentro das \u00e1reas urbanizadas, mas tamb\u00e9m a vegeta\u00e7\u00e3o peri-urbana, ao redor das cidades. Esta \u00faltima \u00e9 10 vezes maior que a vegeta\u00e7\u00e3o urbana: 2.632.779 hectares em todo o Brasil. Mais uma vez, a lideran\u00e7a \u00e9 da Mata Atl\u00e2ntica, com 1.083.427 hectares, seguida pelo Cerrado (528.688 hectares), Amaz\u00f4nia (456.844 hectares), Caatinga (376.983 hectares), Pampa (177.472 hectares) e Pantanal (9.366 hectares).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como todos os munic\u00edpios brasileiros possuem ao menos uma pra\u00e7a mapeada, os pesquisadores tamb\u00e9m mensuraram a extens\u00e3o que elas ocupam nos per\u00edmetros urbanos.&nbsp; Mais da metade (55,7%) das \u00e1reas de pra\u00e7as no Brasil ficam em cidades localizadas no bioma da Mata Atl\u00e2ntica. Quase um quarto (23%) fica no Cerrado. Os demais biomas respondem por menos de 10% cada um: 8,5%, no caso da Amaz\u00f4nia, 7,6%, na Caatinga, 5,1% no Pampa e 0,1% no Pantanal. Ainda que os dados mapeados no Open Street Maps sejam incompletos, pois a plataforma vai recebendo novas colabora\u00e7\u00f5es ao longo do tempo, ela \u00e9 capaz de nos dar um retrato amplo de como as pra\u00e7as s\u00e3o distribu\u00eddas nas diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os espa\u00e7os verdes urbanos e periurbanos t\u00eam recebido um interesse crescente porque s\u00e3o oficialmente reconhecidos como provedores de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos que podem ajudar a alcan\u00e7ar os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) \u2013 especialmente o ODS 11, que visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustent\u00e1veis.&nbsp; A import\u00e2ncia desses servi\u00e7os foi reconhecida em recente lei que institui o <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/decreto-n-12.041-de-5-de-junho-de-2024-563767036\">Programa Cidades Verdes e Resilientes<\/a> do Governo federal: no item I do artigo 2, o texto cita o papel das \u00e1reas verdes urbanas nos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mudan\u00e7a do clima. Na <a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/07\/Copia-de-Nota-Tecnica-Vegetacao-Urbana-no-Brasil.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">nota t\u00e9cnica<\/a>, os pesquisadores do MapBiomas explicam que a vegeta\u00e7\u00e3o urbana regula o microclima, contribui para os sistemas de drenagem e fornece habitat para a fauna urbana. Al\u00e9m disso, a vegeta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um importante fator no bem-estar humano, proporcionando espa\u00e7os verdes para lazer e pr\u00e1tica de atividades f\u00edsicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vegeta\u00e7\u00e3o urbana abrange esp\u00e9cies de vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea, arbustiva e de \u00e1rvores de pequeno, m\u00e9dio e grande porte, as quais podem estar localizadas em parques e pra\u00e7as, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o como \u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP), cemit\u00e9rios, campos esportivos, al\u00e9m de \u00e1reas abandonadas. Por\u00e9m, em todo o pa\u00eds, prevalece a vegeta\u00e7\u00e3o herb\u00e1cea ou de pequeno porte, que varia entre 51% e 67% do total.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/07\/Copia-de-Nota-Tecnica-Vegetacao-Urbana-no-Brasil.pdf\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/07\/NT-vegetacao.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4381\" \/><\/a><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidades localizadas na Mata Atl\u00e2ntica respondem por mais da metade da \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o e de pra\u00e7as em todo o pa\u00eds 18 de julho de 2024 Um levantamento in\u00e9dito do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4379,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-4378","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":82,"uagb_excerpt":"Cidades localizadas na Mata Atl\u00e2ntica respondem por mais da metade da \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o e de pra\u00e7as em todo o pa\u00eds 18 de julho de 2024 Um levantamento in\u00e9dito do [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4378"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4378\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4378"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4378"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}