{"id":3949,"date":"2024-04-19T17:26:48","date_gmt":"2024-04-19T17:26:48","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=3949"},"modified":"2024-04-19T17:26:48","modified_gmt":"2024-04-19T17:26:48","slug":"77-do-garimpo-na-amazonia-esta-a-menos-de-500-metros-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2024\/04\/19\/77-do-garimpo-na-amazonia-esta-a-menos-de-500-metros-da-agua\/","title":{"rendered":"77% do garimpo na Amaz\u00f4nia est\u00e1 a menos de 500 metros da \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do MapBiomas indicam que 77% das \u00e1reas de garimpo na Amaz\u00f4nia brasileira est\u00e3o a menos de 500 metros de algum corpo d\u2019\u00e1gua, como rios, lagos e igarap\u00e9s. Os dados, referentes a 2022, fazem parte da Cole\u00e7\u00e3o 8 de mapas do MapBiomas sobre cobertura e uso da terra no Brasil e da Cole\u00e7\u00e3o 2 do mapeamento de superf\u00edcie de \u00e1gua do MapBiomas \u00c1gua no pa\u00eds at\u00e9 esse mesmo ano. Em 2022, a Amaz\u00f4nia concentrava 92% de toda a \u00e1rea garimpada no pa\u00eds: 241 mil hectares. Desse total, 186 mil hectares ficam a menos de meio quil\u00f4metro de algum curso d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA proximidade do garimpo aos cursos d\u2019\u00e1gua constitui o DNA da atividade de extra\u00e7\u00e3o garimpeira na Amaz\u00f4nia, especialmente do ouro, que est\u00e1 quase sempre atrelado aos rios e seus dep\u00f3sitos aluvionares. \u00c9 uma das caracter\u00edsticas de alto risco, ambiental e social, que essa atividade oferece ao bioma. Enquanto o desmatamento fica circunscrito \u00e0 \u00e1rea garimpada, o assoreamento gerado pela movimenta\u00e7\u00e3o de terra na proximidade das bordas de rios e igarap\u00e9s e a contamina\u00e7\u00e3o da \u00e1gua pelo merc\u00fario, e mais recentemente por cianeto, alcan\u00e7am \u00e1reas muito maiores\u201d, explica Cesar Diniz, da Solved e coordenador t\u00e9cnico do mapeamento de minera\u00e7\u00e3o no MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/04\/Factsheet_Mineracao-e-Agua_18.04.24.pdf\">&gt;&gt; Proximidade de garimpo, rios e lagos na Amaz\u00f4nia; acesse os dados<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dez porcento da \u00e1rea garimpada na Amaz\u00f4nia ficam dentro de Terras Ind\u00edgenas (TIs): 25,1 mil hectares. Os territ\u00f3rios ind\u00edgenas mais ocupados por garimpeiros s\u00e3o as TIs Kayap\u00f3, Munduruku e Yanomami. Na TI Kayap\u00f3, a \u00e1rea garimpada ocupa 13,79 mil hectares &#8211; dos quais 70% (9,6 mil) ficam a menos de 500 metros de algum curso d&#8217;\u00e1gua. Na TI Munduruku, o garimpo ocupa 5,46 mil hectares &#8211; 39% dos quais (2,16 mil) a menos de 500 metros da \u00e1gua. Na TI Yanomami, s\u00e3o 3,27 mil hectares de garimpo e 2,10 mil hectares (64%) a menos de meio quil\u00f4metro dos cursos d&#8217;\u00e1gua. No Brasil, de 1985 a 2022, as TIs perderam menos de 1% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa, enquanto nas \u00e1reas privadas 26%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs Terras Ind\u00edgenas s\u00e3o as \u00e1reas mais preservadas da Amaz\u00f4nia. Ainda assim, no seu interior, a concentra\u00e7\u00e3o de garimpos pr\u00f3ximo aos cursos d&#8217;\u00e1gua \u00e9 extremamente preocupante, uma vez que popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e ribeirinhas usam quase que exclusivamente dos rios e lagos para sua subsist\u00eancia alimentar. A contamina\u00e7\u00e3o dos rios e lagos representa para ribeirinhos e ind\u00edgenas a fome, a sede e graves riscos \u00e0 sa\u00fade destas comunidades &#8211; todos muito mais graves nas fases iniciais da vida&#8221;, ressalta C\u00e9sar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pistas de pouso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O MapBiomas identificou tamb\u00e9m a quantidade de pistas de pouso em terras ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia.&nbsp; A TI Yanomami lidera, com 75 pistas de pouso, seguida por Raposa Serra do Sol (58), Kayap\u00f3 (26), Munduruku e Parque do Xingu (com 21 pistas cada). As imagens de sat\u00e9lite mostram que no interior das Terras Ind\u00edgenas a proximidade entre as pistas e o garimpo \u00e9 maior. No caso da TI Yanomami, por exemplo, um ter\u00e7o das pistas (28 do total de 75, ou 33%) est\u00e1 a menos de cinco quil\u00f4metros de alguma \u00e1rea de garimpo. Percentual semelhante (34%) foi encontrado na TI Kayap\u00f3 (9 de 26 pistas). Mas no caso da TI Munduruku, 80% das pistas (17 de um total de 21) est\u00e3o a menos de cinco quil\u00f4metros de alguma \u00e1rea de garimpo.&nbsp; Das cinco terras ind\u00edgenas com maior n\u00famero de pistas de pouso, tr\u00eas s\u00e3o tamb\u00e9m as de maior \u00e1rea garimpada: Kayap\u00f3 (13,79 mil ha), Munduruku (5,46 mil ha) e Yanomami (3, 27 mil ha).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/04\/Factsheet_Mineracao-e-Agua_18.04.24.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" data-id=\"3955\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/04\/Screenshot-78.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-3955\" \/><\/a><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"> <\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do MapBiomas indicam que 77% das \u00e1reas de garimpo na Amaz\u00f4nia brasileira est\u00e3o a menos de 500 metros de algum corpo d\u2019\u00e1gua, como rios, lagos e igarap\u00e9s. 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