{"id":2598,"date":"2022-10-19T16:40:00","date_gmt":"2022-10-19T16:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2598"},"modified":"2022-10-19T16:40:00","modified_gmt":"2022-10-19T16:40:00","slug":"57-dos-municipios-da-mata-atlantica-tem-menos-de-30-de-vegetacao-natural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2022\/10\/19\/57-dos-municipios-da-mata-atlantica-tem-menos-de-30-de-vegetacao-natural\/","title":{"rendered":"57% dos munic\u00edpios da Mata Atl\u00e2ntica t\u00eam menos de 30% de vegeta\u00e7\u00e3o natural"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Agricultura foi o tipo de uso de solo que mais cresceu na Mata Atl\u00e2ntica nos \u00faltimos 37 anos. \u00c1reas urbanizadas triplicaram entre 1985 e 2021<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/Captura_de_Tela_2022-10-19_a%CC%80s_20.42.29.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/Destaques-Mata-Atlantica-final.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong><\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Mata Atl\u00e2ntica, onde vivem 70% dos brasileiros, est\u00e1 cada vez mais distante de sua configura\u00e7\u00e3o original. Segundo os mais recentes dados do MapBiomas para a \u00e1rea de aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00b0 11.428, de 2006, que estende os limites desse bioma para 17 estados, apenas 24,3% desse territ\u00f3rio ainda resiste como forma\u00e7\u00e3o florestal. Esse tipo de cobertura, que ocupava 27,1% em 1985, caiu para 24,3% em 2021.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estados com menor cobertura nativa em 2021 s\u00e3o Alagoas (17,7%), Goi\u00e1s (19,5%), Pernambuco (23,4%), Sergipe (25,5%), S\u00e3o Paulo (28,4%) e Esp\u00edrito Santo (29,3%). Mais da metade (57%) dos munic\u00edpios possuem menos de 30% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa. J\u00e1 os estados com maior cobertura nativa de Mata Atl\u00e2ntica no ano passado s\u00e3o Piau\u00ed (89,9%), Cear\u00e1 (76,9%), Bahia (49,7%) e Santa Catarina (48,1%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o em \u00e1rea, existe um processo de redu\u00e7\u00e3o da qualidade dessa cobertura vegetal: entre 1985 e 2021 houve uma perda de 23% de floresta madura. Em 37 anos, 9,8 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria foram suprimidos, enquanto 8,8 milh\u00f5es de hectares regeneraram-se em vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. Elas respondem por 26% de toda a cobertura florestal da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;&nbsp;\u201cAs florestas secund\u00e1rias s\u00e3o essenciais para prote\u00e7\u00e3o dos rios, diminui\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia entre fragmentos e absor\u00e7\u00e3o de carbono da atmosfera, mas n\u00e3o possuem a mesma biodiversidade de uma floresta prim\u00e1ria. A vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria tamb\u00e9m est\u00e1 mais suscet\u00edvel a novos desmatamentos ap\u00f3s um curto per\u00edodo de recupera\u00e7\u00e3o e um ter\u00e7o dela n\u00e3o chega a completar 8 anos de idade\u201d, alerta Marcos Rosa, coordenador t\u00e9cnico do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/10\/fact-sheet-MATA-ATLANTICA-2022_18.10.2022.pdf\">&gt;&gt; Acesse os principais destaques da Mata Atl\u00e2ntica (Cole\u00e7\u00e3o 7)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto a cobertura florestal recua, cresce a \u00e1rea destinada \u00e0 agricultura: esse foi o tipo de uso de solo que mais cresceu na Mata Atl\u00e2ntica nos \u00faltimos 37 anos. Essa atividade avan\u00e7ou 10,9 milh\u00f5es de hectares. Se em 1985 ela ocupava 9,2% do bioma, em 2021 esse percentual alcan\u00e7ou 17,6%. Nesse per\u00edodo, a silvicultura ganhou 3,7 milh\u00f5es de hectares, passando de 0,7% (1985) para 3,5% do bioma. Juntos, agricultura e silvicultura j\u00e1 ocupam um quinto da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O uso da terra prevalente no bioma ainda \u00e9 a pastagem. Embora essa atividade tenha tido uma perda l\u00edquida de 10,5 milh\u00f5es de hectares nos \u00faltimos 37 anos, um em cada quatro hectares desse bioma ainda \u00e9 de pasto, que perde espa\u00e7o para agricultura, mas ainda avan\u00e7a sobre \u00e1reas de floresta. S\u00e3o 32,2 milh\u00f5es de hectares, ou 24,6% da Mata Atl\u00e2ntica. A agropecu\u00e1ria, agricultura, pastagens, \u00e1reas de mosaico de usos e a silvicultura ocupam 60,1% da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A regi\u00e3o tamb\u00e9m passou por um forte processo de urbaniza\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 37 anos. As \u00e1reas urbanizadas passaram de 674 mil hectares em 1985 para 2,03 milh\u00f5es de hectares em 2021 \u2013 um aumento de 1,4 milh\u00e3o de hectares. Embora 87,5% da expans\u00e3o tenha se dado sobre \u00e1reas j\u00e1 alteradas, em 1985 12,7% cresceu sobre \u00e1reas que eram naturais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os efeitos da degrada\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica j\u00e1 podem ser percebidos. Um dos servi\u00e7os ambientais prestados pelas florestas \u00e9 produ\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. No per\u00edodo analisado, de 1985 a 2021, a bacia do Paran\u00e1 teve sua cobertura nativa reduzida de 22,5% em 1985 para 21,6% em 2021. A do Paranapanema e do S\u00e3o Francisco tamb\u00e9m tiveram uma redu\u00e7\u00e3o da cobertura nativa, de 21,3% (1985) para 20,3% e de 57% (1985) para 52,9%, respectivamente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDepois de sucessivas crises h\u00eddricas afetando dezenas de cidades ao longo da Mata Atl\u00e2ntica, \u00e9 preocupante ver a capacidade de fornecimento de servi\u00e7os ambientais deste bioma ser continuamente fragilizada\u201d, adverte Lu\u00eds Fernando Guedes Pinto, Diretor Executivo da SOS Mata Atl\u00e2ntica. \u201cA preserva\u00e7\u00e3o do que restou de Mata Atl\u00e2ntica e a restaura\u00e7\u00e3o em grande escala s\u00e3o essenciais para preservarmos alguma resili\u00eancia dessa regi\u00e3o \u00e0 dupla amea\u00e7a da crise clim\u00e1tica e da crescente irregularidade do regime de chuvas, decorrente do desmatamento da Amaz\u00f4nia\u201d, ressalta, recordando que estamos da D\u00e9cada da Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas da ONU. Alguns exemplos positivos foram a bacia do Tiet\u00ea, com muito pouca cobertura nativa, mas que passou de 14,29% (1985) para 15,0% (2021) e do Rio Grande, que aumentou de 17,6% para 19,7%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas n\u00e3o foi s\u00f3 a cobertura florestal que diminuiu nos \u00faltimos 37 anos. Entre 1985 e 2021 houve uma perda l\u00edquida de 9% da \u00e1rea de forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas, sendo que, em 2021, 14% delas eram de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria. O mesmo processo pode ser detectado nas forma\u00e7\u00f5es campestres: elas recuaram 25% entre 1985 e 2021. As restingas arb\u00f3reas perderam 12% de superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento do MapBiomas a partir do mapeamento de imagens respeitou os contornos determinados pela Lei n\u00b0 11.428 de 2006, tamb\u00e9m conhecida como Lei da Mata Atl\u00e2ntica. Com isso, foram analisados todos os remanescentes florestais, incluindo os encraves do Piau\u00ed, Cear\u00e1 e interior da Bahia. Os 465.711 km2 remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica s\u00e3o encontrados em 17 estados (a \u00e1rea cont\u00ednua estende-se por apenas 15 estados).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Webinar Desafios do uso da Terra - Mata Atl\u00e2ntica (Cole\u00e7\u00e3o 7)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DpR3xohy88s?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agricultura foi o tipo de uso de solo que mais cresceu na Mata Atl\u00e2ntica nos \u00faltimos 37 anos. \u00c1reas urbanizadas triplicaram entre 1985 e 2021 A Mata Atl\u00e2ntica, onde vivem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2984,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2598","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":17,"uagb_excerpt":"Agricultura foi o tipo de uso de solo que mais cresceu na Mata Atl\u00e2ntica nos \u00faltimos 37 anos. \u00c1reas urbanizadas triplicaram entre 1985 e 2021 A Mata Atl\u00e2ntica, onde vivem [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2598","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2598\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}