{"id":2571,"date":"2017-09-08T16:26:00","date_gmt":"2017-09-08T16:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2571"},"modified":"2017-09-08T16:26:00","modified_gmt":"2017-09-08T16:26:00","slug":"pais-perdeu-24-arvores-por-segundo-em-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2017\/09\/08\/pais-perdeu-24-arvores-por-segundo-em-2020\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds perdeu 24 \u00e1rvores por segundo em 2020"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Relat\u00f3rio in\u00e9dito do MapBiomas Alerta para todo o pa\u00eds mostra que desmatamento subiu 14% no ano passado; 99,8% dos desmates t\u00eam ind\u00edcio de ilegalidade e s\u00f3 2% tiveram alguma provid\u00eancia do Ibama<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Lan\u00e7amento do Relat\u00f3rio Anual do Desmatamento no Brasil - 2020\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uq04DamkmZM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"http:\/\/alerta.mapbiomas.org\/relatorio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ACESSE O RELAT\u00d3RIO E CONTE\u00daDOS RELACIONADOS<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desmatamento nos seis biomas brasileiros cresceu 13,6% em 2020, atingindo 13.853 km2 (1.385.300 hectares), uma \u00e1rea nove vezes maior que a cidade de S\u00e3o Paulo. Desse total, 61% est\u00e3o na Amaz\u00f4nia. \u00c9 o que mostra uma an\u00e1lise in\u00e9dita de 74.218 alertas de desmatamento no pa\u00eds inteiro, publicada nesta sexta-feira pelo Projeto MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O desmatamento cresceu 9% na Amaz\u00f4nia, 6% no Cerrado, 43% no Pantanal e 99% no Pampa. Na Mata Atl\u00e2ntica ele explodiu, subindo 125%. Na Caatinga o crescimento foi de 405%, mas se deveu ao fato de que o bioma agora conta com um novo sistema de detec\u00e7\u00e3o de desmate por sat\u00e9lite s\u00f3 para ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados, do sistema MapBiomas Alerta, cruzam informa\u00e7\u00f5es de cinco sistemas de detec\u00e7\u00e3o do desmatamento em tempo real por sat\u00e9lite e validam-nos com imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o com o aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial. O cruzamento mostra que a quase totalidade dos alertas de desmate emitidos no ano passado t\u00eam um ou mais ind\u00edcios de ilegalidade: 99,8% deles, equivalendo a 95% da \u00e1rea desmatada, n\u00e3o t\u00eam autoriza\u00e7\u00e3o ou se sobrep\u00f5em a \u00e1reas protegidas ou desrespeitam o C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u00edndice de prov\u00e1vel ilegalidade \u00e9 maior do que 95% em todos os biomas. Ele \u00e9 mais baixo no Cerrado, onde 97,78% da \u00e1rea de alertas de desmatamento possui pelo menos um ind\u00edcio de irregularidade \u2013 seja ele falta de autoriza\u00e7\u00e3o no Sinaflor, o sistema do Ibama onde em tese todos os pedidos de desmatamento precisam ser registrados e liberados, seja sobreposi\u00e7\u00e3o com \u00e1reas protegidas, planos de manejo florestal sustent\u00e1vel ou desconformidade com o C\u00f3digo Florestal. Na Amaz\u00f4nia, ele \u00e9 de 99,4%. A conclus\u00e3o \u00e9 semelhante \u00e0 do primeiro relat\u00f3rio de desmatamento do MapBiomas, que no ano passado mostrou que 99% dos desmatamentos de 2019 tinham sinais de irregularidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, o n\u00famero de avisos de desmatamento que tiveram uma resposta do governo federal \u00e9 muito baixo: apenas 2% dos alertas e 5% da \u00e1rea desmatada entre 2019 e 2020 sofreram multas ou embargos pelo Ibama. No caso da Amaz\u00f4nia, nos 52 munic\u00edpios considerados cr\u00edticos pelas pol\u00edticas do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, 2% dos alertas e 9,3% da \u00e1rea desmatada tiveram a\u00e7\u00f5es de puni\u00e7\u00e3o. Nos 11 munic\u00edpios definidos pelo Conselho da Amaz\u00f4nia como mais priorit\u00e1rios, 3% dos alertas e 12% da \u00e1rea desmatada tiveram a\u00e7\u00f5es desse tipo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas 50 munic\u00edpios concentram 37,2% dos alertas e 49,2% da \u00e1rea desmatada no pa\u00eds. Eles s\u00e3o liderados por Altamira (PA, com 60.608 hectares, aumento de 12% em rela\u00e7\u00e3o a 2019), S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA, 45.587 hectares) e Porto Velho (RO, 44.076 hectares). Dos 20 munic\u00edpios mais desmatados, apenas tr\u00eas ficam fora da Amaz\u00f4nia: Formosa do Rio Preto e S\u00e3o Desid\u00e9rio, no Cerrado baiano, e Corumb\u00e1, no Pantanal sul-mato-grossense.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Estado do Par\u00e1 lidera o ranking do desmatamento no pa\u00eds, com 33% dos alertas e 26% da \u00e1rea desmatada total (366 mil hectares), seguido de Mato Grosso, com 13%, e do Maranh\u00e3o, com 12%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados do MapBiomas Alerta mostram que em pelo menos dois ter\u00e7os dos alertas \u00e9 poss\u00edvel identificar os respons\u00e1veis pelo desmatamento: 68,3% das detec\u00e7\u00f5es validadas t\u00eam sobreposi\u00e7\u00e3o total ou parcial com \u00e1reas inscritas no CAR, o Cadastro Ambiental Rural. No Pantanal e na Amaz\u00f4nia, esse n\u00famero \u00e9 ainda mais alto: 84,8% e 69,2%, respectivamente. Ou seja, em tese, esses propriet\u00e1rios poderiam ser multados at\u00e9 mesmo pelo correio, j\u00e1 que para ter registro no CAR \u00e9 preciso fornecer os dados do requerente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relat\u00f3rio tamb\u00e9m apresenta um in\u00e9dito c\u00e1lculo da velocidade do desmatamento: pela primeira vez foi poss\u00edvel estimar quanto o Brasil perdeu de cobertura vegetal nativa a cada dia de 2020: foram 3.795 hectares desmatados em m\u00e9dia, o que d\u00e1 uma perda de 24 \u00e1rvores a cada segundo durante todo o ano. No dia mais cr\u00edtico de desmatamento, 31 de julho, foram desmatados 4.968 hectares, quase 575 m2 por segundo..<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Infelizmente o desmatamento cresceu em todos os biomas e o grau de ilegalidade continua muito alto. Para enfrentar o desmatamento \u00e9 necess\u00e1rio que a sensa\u00e7\u00e3o de impunidade seja desfeita. Para isso, \u00e9 preciso garantir que o desmatamento seja detectado e reportado e que os respons\u00e1veis sejam devidamente penalizados e n\u00e3o consigam aferir benef\u00edcios das \u00e1reas desmatadas&#8221;, afirma Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas. &#8220;Em mais de dois ter\u00e7os dos casos, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel saber quem \u00e9 o respons\u00e1vel. \u00c9 preciso que os \u00f3rg\u00e3os de controle autuem e embarguem as \u00e1reas desmatadas ilegalmente e as empresas eliminem essas \u00e1reas de suas cadeias de produ\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOBRE O MAPBIOMAS ALERTA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O MapBiomas Alerta \u00e9 uma iniciativa do cons\u00f3rcio MapBiomas, formado por mais de 20 organiza\u00e7\u00f5es incluindo ONGs, universidades e empresas de tecnologia. Ele processa alertas de desmatamento emitidos por cinco sistemas: o Deter (do Inpe, para a Amaz\u00f4nia e o Cerrado), o SAD (do Imazon, para a Amaz\u00f4nia), o Glad (da Universidade de Maryland, para Mata Atl\u00e2ntica, Pantanal e Pampa), o Sirad-X (do Instituto Socioambiental, para a bacia do Xingu), e o novo SAD Caatinga (da Universidade Estadual de Feira de Santana e da Geodatin).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os alertas passam por processo de valida\u00e7\u00e3o, refinamento e defini\u00e7\u00e3o da janela temporal de ocorr\u00eancia do desmatamento a partir de imagens de sat\u00e9lite di\u00e1rias de alta resolu\u00e7\u00e3o espacial. Em seguida, \u00e9 realizado o cruzamento do dado de desmatamento com recortes territoriais (como biomas, Estados e munic\u00edpios), recortes fundi\u00e1rios (Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e Terras Ind\u00edgenas, por exemplo) e situa\u00e7\u00e3o administrativa (como exist\u00eancia de autoriza\u00e7\u00e3o, autua\u00e7\u00e3o ou embargo) e elaborados laudos completos para cada alerta de desmatamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os dados e laudos s\u00e3o disponibilizados de forma p\u00fablica e gratuita- em plataforma web. O relat\u00f3rio completo com todos os dados est\u00e1 dispon\u00edvel no site do&nbsp;<a href=\"http:\/\/alerta.mapbiomas.org\/\">MapBiomas Alerta<\/a>.&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio in\u00e9dito do MapBiomas Alerta para todo o pa\u00eds mostra que desmatamento subiu 14% no ano passado; 99,8% dos desmates t\u00eam ind\u00edcio de ilegalidade e s\u00f3 2% tiveram alguma provid\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1402,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2571","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":24,"uagb_excerpt":"Relat\u00f3rio in\u00e9dito do MapBiomas Alerta para todo o pa\u00eds mostra que desmatamento subiu 14% no ano passado; 99,8% dos desmates t\u00eam ind\u00edcio de ilegalidade e s\u00f3 2% tiveram alguma provid\u00eancia [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2571\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}