{"id":2482,"date":"2021-08-23T16:01:00","date_gmt":"2021-08-23T16:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2482"},"modified":"2021-08-23T16:01:00","modified_gmt":"2021-08-23T16:01:00","slug":"superficie-de-agua-no-brasil-reduz-15-desde-o-inicio-dos-anos-90","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2021\/08\/23\/superficie-de-agua-no-brasil-reduz-15-desde-o-inicio-dos-anos-90\/","title":{"rendered":"Superf\u00edcie de \u00e1gua no Brasil reduz 15% desde o in\u00edcio dos anos 90"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Pesquisa do MapBiomas indica que a din\u00e2mica de uso da terra baseada na convers\u00e3o da floresta para pecu\u00e1ria e agricultura e a constru\u00e7\u00e3o de represas contribuem para a diminui\u00e7\u00e3o do fluxo h\u00eddrico<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cad\u00ea a \u00e1gua que estava aqui? Esta foi uma pergunta recorrente que os cientistas do MapBiomas se fizeram ap\u00f3s an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite de todo o territ\u00f3rio nacional entre 1985 e 2020. Os dados, que est\u00e3o dispon\u00edveis&nbsp;<a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/MapBiomas_A%CC%81gua_Agosto_2021_22082021_OK_v2.pdf\">aqui<\/a>, indicam uma clara tend\u00eancia de perda de superf\u00edcie de \u00e1gua em todas as regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas, em todos os biomas do Pa\u00eds.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao todo, a retra\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie coberta com \u00e1gua no Brasil foi de 15,7% desde o in\u00edcio dos anos 90, caindo de quase 20 milh\u00f5es de hectares para 16,6 milh\u00f5es de hectares em 2020. Embora essa \u00e1rea seja equivalente ao estado do Acre ou quase 4 vezes o estado do Rio de Janeiro, desde 1991, quando chegou a 19,7 milh\u00f5es de hectares, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 15,7% da superf\u00edcie de \u00e1gua no pa\u00eds. A perda de 3,1 milh\u00f5es de hectares em 30 anos equivale a uma vez e meia a superf\u00edcie de \u00e1gua de toda regi\u00e3o nordeste em 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coordenador do MapBiomas \u00c1gua, Carlos Souza Jr., comenta que o resultado \u00e9 bastante preocupante porque o sinal de tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua no Brasil, com os dados de sat\u00e9lites, \u00e9 bem claro. \u201cAs evid\u00eancias vindas do campo j\u00e1 indicam que as pessoas j\u00e1 come\u00e7aram a sentir o impacto negativo com o aumento de queimadas, impacto na produ\u00e7\u00e3o de alimentos, e na produ\u00e7\u00e3o de energia, e at\u00e9 mesmo com o racionamento de \u00e1gua em grandes centros urbanos\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o pesquisador, s\u00e3o v\u00e1rios fatores que podem explicar a redu\u00e7\u00e3o de superf\u00edcie de \u00e1gua no Brasil nos \u00faltimos 36 anos. \u201cA din\u00e2mica de uso da terra baseada na convers\u00e3o da floresta para pecu\u00e1ria e agricultura interfere no aumento da temperatura local e muitas vezes altera cabeceiras de rios e de nascentes, podendo tamb\u00e9m levar ao assoreamento de rios e lagos. A constru\u00e7\u00e3o de represas em fazendas para irriga\u00e7\u00e3o, bebedouro ao longo de rios diminui o fluxo h\u00eddrico; e, em maior escala, as grandes represas para produ\u00e7\u00e3o de energia, com extensas superf\u00edcies de \u00e1gua sujeitas a processos de evapotranspira\u00e7\u00e3o que leva a perda de \u00e1gua para atmosfera\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estado com a maior perda absoluta e proporcional de superf\u00edcie de \u00e1gua na s\u00e9rie hist\u00f3rica analisada pela equipe do MapBiomas foi o Mato Grosso do Sul, com uma redu\u00e7\u00e3o de 57%.&nbsp; Se em 1985 o estado tinha mais de 1,3 milh\u00e3o de hectares cobertos por \u00e1gua, em 2020 eram apenas pouco mais de 589 mil hectares. Essa redu\u00e7\u00e3o se deu basicamente no Pantanal, mas toda a bacia do Paraguai perdeu superf\u00edcie de \u00e1gua. Em segundo lugar est\u00e1 o Mato Grosso, com uma perda de quase 530 mil hectares, seguido por Minas Gerais, com um saldo negativo, entre a \u00e1gua que entrou e a que se esvaiu, de mais de 118 mil hectares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Pampa, apesar de ser o menor bioma brasileiro, \u00e9 o que possui a terceira maior \u00e1rea de superf\u00edcie de \u00e1gua, principalmente em fun\u00e7\u00e3o das grandes lagoas costeiras, a Lagoa dos Patos, a Lagoa Mangueira e a Lagoa Mirim. A&nbsp; Lagoa dos Patos representa em torno de 56% da superf\u00edcie de \u00e1gua do bioma e as tr\u00eas lagoas juntas representam mais de 81% da superf\u00edcie total de \u00e1gua.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Pampa h\u00e1 uma grande densidade de reservat\u00f3rios artificiais para uso na irriga\u00e7\u00e3o do cultivo de arroz, constru\u00eddos, em sua maioria, antes de 1985. No per\u00edodo de an\u00e1lise da plataforma, houve continuidade na cria\u00e7\u00e3o de novos reservat\u00f3rios, com destaque para munic\u00edpios como Dom Pedrito e Uruguaiana, ambos no Rio Grande do Sul.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constru\u00e7\u00e3o de reservat\u00f3rios artificiais, no caso do Pampa, n\u00e3o implica em perda de \u00e1gua no bioma, segundo Juliano Schirmbeck, professor e integrante das equipes MapBiomas Pampa e MapBiomas \u00c1gua. \u201cPelo contr\u00e1rio, tende a aumentar a quantidade de \u00e1gua superficial presente. Os potenciais impactos negativos destes reservat\u00f3rios est\u00e3o associados a altera\u00e7\u00f5es das redes de drenagem naturais, reduzindo a quantidade de \u00e1gua e suas varia\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas ao longo do tempo em pequenos riachos, com consequ\u00eancias indesejadas para a biodiversidade e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos\u201d, explica. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentre os biomas, o Pampa \u00e9 o que apresenta a menor tend\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie de \u00e1gua, com somente pouco mais de 1% da \u00e1rea total de \u00e1gua no bioma. \u201cEm termos absolutos, parte das perdas observadas no per\u00edodo foram compensadas pelo aumento no n\u00famero de reservat\u00f3rios. Em termos relativos, essa tend\u00eancia tende a ser pouco expressiva tamb\u00e9m por conta da presen\u00e7a da grande massa de \u00e1gua nas lagoas costeiras\u201d, comenta o pesquisador.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De modo geral, a perda da superf\u00edcie de \u00e1gua natural por causa da \u00e1gua armazenada em estruturas constru\u00eddas pelo homem tem consequ\u00eancias preocupantes na altera\u00e7\u00e3o do regime h\u00eddrico, afetando a biodiversidade e a din\u00e2mica dos rios. O Pantanal \u00e9 um desses exemplos, com a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas nos rios que formam o bioma. Por\u00e9m, h\u00e1 dezenas de outras barragens projetadas para esta regi\u00e3o, com pouca contribui\u00e7\u00e3o para o sistema el\u00e9trico e um grande potencial de impactos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, ainda \u00e9 poss\u00edvel reverter esses processos com pol\u00edticas e gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos. \u201cO primeiro passo \u00e9 ter um diagn\u00f3stico do problema na escala de bacias hidrogr\u00e1ficas para identificar quais fatores est\u00e3o comprometendo a disponibilidade de recursos h\u00eddricos. Segundo, \u00e9 poss\u00edvel desenvolver um plano de a\u00e7\u00e3o multissetorial para mitigar e at\u00e9 mesmo reverter o problema. Mas, n\u00e3o podemos nos esquecer que boa parte da solu\u00e7\u00e3o vai depender em reduzir as emiss\u00f5es de gases estufa para controlar o aumento da temperatura global\u201d, acrescenta o coordenador do MapBiomas \u00c1gua.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Onde est\u00e1 a \u00e1gua no Brasil&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil possui 12% das reservas de \u00e1gua doce do planeta, constituindo 53% dos recursos h\u00eddricos da Am\u00e9rica do Sul. Existem 83 rios fronteiri\u00e7os e transfronteiri\u00e7os, assim como bacias hidrogr\u00e1ficas e aqu\u00edferos. As bacias hidrogr\u00e1ficas transfronteiri\u00e7as ocupam 60% do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;O bioma com a maior \u00e1rea coberta por \u00e1gua no Brasil \u00e9 a Amaz\u00f4nia, com mais de 10,6 milh\u00f5es de hectares de \u00e1rea m\u00e9dia, seguido pela Mata Atl\u00e2ntica (mais de 2,1 milh\u00f5es de hectares) e pelos Pampas (1,8 milh\u00e3o de hectares). O Pantanal ocupa a quinta posi\u00e7\u00e3o, com pouco mais de 1 milh\u00e3o de hectares de \u00e1rea m\u00e9dia, atr\u00e1s do Cerrado (1,4 milh\u00e3o de hectares).&nbsp;&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre o MapBiomas \u00c1gua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se de uma iniciativa in\u00e9dita de mapeamento territorial da din\u00e2mica da \u00e1gua superficial e de corpos h\u00eddricos para todo o territ\u00f3rio nacional desde 1985. A exemplo do MapBiomas Fogo, a s\u00e9rie \u00c1gua processou mais de 150 mil imagens geradas pelos sat\u00e9lites Landsat 5, 7 e 8 de 1985 a 2021. Com a ajuda de intelig\u00eancia artificial, foi analisada a \u00e1rea coberta por \u00e1gua em cada pixel de 30 m X 30 m dos mais de 8,5 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados do territ\u00f3rio brasileiro ao longo dos 37 anos entre 1985 e 2021, distinguindo os corpos h\u00eddricos naturais e antr\u00f3picos. Ao todo, foram 108 terabytes de imagens processadas, revelando \u00e1reas, anos e meses de maior e menor cobertura de \u00e1gua. O m\u00e9todo tamb\u00e9m permite identificar a \u00e1rea com \u00e1gua em cada m\u00eas em todo o per\u00edodo, bem como as transi\u00e7\u00f5es e tend\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados podem ser encontrados em mapas e estat\u00edsticas anual, mensal e acumulada em para qualquer per\u00edodo entre 1985 e 2021 na plataforma&nbsp;<a href=\"https:\/\/plataforma.agua.mapbiomas.org\/\">https:\/\/plataforma.agua.mapbiomas.org\/<\/a>, aberta a todos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Veja as novidades na plataforma MapBiomas \u00c1gua apresentadas no Webinar &#8220;Explorando as conex\u00f5es das \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas&#8221; abaixo:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Explorando as conex\u00f5es das \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2Iiy-E-KFPA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acesse os principais resultados do MapBiomas \u00c1gua para o per\u00edodo de 1985 a 2020 no&nbsp;<a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/MapBiomas_A%CC%81gua_Agosto_2021_22082021_OK_v2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fact Sheet<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/MapBiomas_A%CC%81gua_Agosto_2021_22082021_OK_v2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Assista ao lan\u00e7amento do MapBiomas \u00c1gua:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Brasil Revelado 1985-2020: A din\u00e2mica da superf\u00edcie de \u00e1gua no territ\u00f3rio brasileiro\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BaPgUiuE5ns?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa do MapBiomas indica que a din\u00e2mica de uso da terra baseada na convers\u00e3o da floresta para pecu\u00e1ria e agricultura e a constru\u00e7\u00e3o de represas contribuem para a diminui\u00e7\u00e3o do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1402,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2482","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":30,"uagb_excerpt":"Pesquisa do MapBiomas indica que a din\u00e2mica de uso da terra baseada na convers\u00e3o da floresta para pecu\u00e1ria e agricultura e a constru\u00e7\u00e3o de represas contribuem para a diminui\u00e7\u00e3o do [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2482"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2482\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}