{"id":2468,"date":"2021-08-30T15:57:00","date_gmt":"2021-08-30T15:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2468"},"modified":"2021-08-30T15:57:00","modified_gmt":"2021-08-30T15:57:00","slug":"area-ocupada-pela-mineracao-no-brasil-cresce-mais-de-6-vezes-entre-1985-e-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2021\/08\/30\/area-ocupada-pela-mineracao-no-brasil-cresce-mais-de-6-vezes-entre-1985-e-2020\/","title":{"rendered":"\u00c1rea ocupada pela minera\u00e7\u00e3o no Brasil cresce mais de 6 vezes entre 1985 e 2020"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Garimpo j\u00e1 ocupa uma \u00e1rea maior que minera\u00e7\u00e3o industrial&nbsp;<\/em><em>e avan\u00e7a sobre terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 1985 e 2020 a \u00e1rea minerada no Brasil cresceu seis vezes, segundo a mais recente an\u00e1lise temporal do territ\u00f3rio brasileiro feita pelo MapBiomas. O dado, que resulta da an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite com o aux\u00edlio de intelig\u00eancia artificial, expressa o salto de 31 mil hectares em 1985 para um total de 206 mil hectares no ano passado. Boa parte desse crescimento se deu mediante a expans\u00e3o na floresta amaz\u00f4nica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2020, tr\u00eas de cada quatro hectares minerados no Brasil estavam na Amaz\u00f4nia. O bioma concentra 72,5 % de toda a \u00e1rea, incluindo a minera\u00e7\u00e3o Industrial e o garimpo. S\u00e3o 149.393 ha; destes, 101.100 ha (67,6%) s\u00e3o de garimpo. A quase totalidade (93,7%) do garimpo do Brasil concentra-se na Amaz\u00f4nia. No caso da minera\u00e7\u00e3o industrial, o bioma responde por praticamente a metade (49,2%) da \u00e1rea ocupada por essa atividade no Pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de se concentrar na Amaz\u00f4nia, o garimpo caracteriza-se tamb\u00e9m pela forte expans\u00e3o em anos mais recentes. A atividade garimpeira superou a \u00e1rea associada \u00e0 minera\u00e7\u00e3o industrial em 2020: 107.800 ha contra 98.300, respectivamente. Enquanto a expans\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o industrial se deu de forma incremental e cont\u00ednua, a um ritmo de 2,2 mil ha por ano e sem grandes varia\u00e7\u00f5es entre 1985 e 2020. No caso do garimpo, a situa\u00e7\u00e3o foi outra: entre 1985 e 2009 o ritmo de crescimento era baixo, em torno de 1,5 mil ha por ano, mas a partir de 2010 a taxa de expans\u00e3o quadruplicou para 6,5 mil ha por ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expans\u00e3o do garimpo coincide com o avan\u00e7o sobre territ\u00f3rios ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o. De 2010 a 2020, a \u00e1rea ocupada pelo garimpo dentro de terras ind\u00edgenas cresceu 495%; no caso das unidades de conserva\u00e7\u00e3o, o crescimento foi de 301%. No ano passado, metade da \u00e1rea nacional do garimpo estava em unidades de conserva\u00e7\u00e3o (40,7%) ou terras ind\u00edgenas (9,3%). As maiores \u00e1reas de garimpo em terras ind\u00edgenas est\u00e3o em territ\u00f3rio Kayap\u00f3 (7602 ha) e Munduruku (1592 ha), no Par\u00e1, e Yanomami (414 ha), no Amazonas e Roraima.&nbsp; Entre as 10 unidades de conserva\u00e7\u00e3o com maior atividade garimpeira, oito ficam no Par\u00e1. As tr\u00eas maiores s\u00e3o a APA do Tapaj\u00f3s (34.740 ha), a Flona do Aman\u00e1 (4.150 ha) e o Parna do Rio Novo (1.752 ha).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pela primeira vez, a evolu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas mineradas \u00e9 apresentada para a sociedade, mostrando a expans\u00e3o de todo o territ\u00f3rio brasileiro desde 1985. Tratam-se de dados in\u00e9ditos que permitem compreender as diferentes din\u00e2micas das \u00e1reas de minera\u00e7\u00e3o industrial e garimpo e suas rela\u00e7\u00f5es, por exemplo, com os pre\u00e7os das commodities, com as unidades de conserva\u00e7\u00e3o e terras ind\u00edgenas&#8221;,&nbsp;afirma Pedro Walfir, professor da UFPA e coordenador do Mapeamento de Minera\u00e7\u00e3o no MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em extens\u00e3o de \u00e1rea total minerada, os tr\u00eas maiores estados s\u00e3o Par\u00e1 (110.209 ha), Minas Gerais (33.432 ha) e Mato Grosso (25.495 ha). No caso do Par\u00e1, a maior parte dessa \u00e1rea \u00e9 ocupada pelo garimpo (76.514 ha, contra 33.695 h\u00e1 de minera\u00e7\u00e3o industrial).&nbsp; Em Minas Gerais, a quase totalidade \u00e9 ocupada pela minera\u00e7\u00e3o industrial (32.785 ha). O Mato Grosso repete o padr\u00e3o do Par\u00e1, com predomin\u00e2ncia do garimpo (22.987 ha).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Quando a \u00e1rea industrial e garimpeira s\u00e3o somadas, apenas 2 estados s\u00e3o est\u00e3o presentes no ranking dos 10 munic\u00edpios de maior \u00e1rea minerada: PA, MT.&nbsp; O primeiro, segundo e terceiro lugar \u2013 Itaituba (44.854 ha), Jacareacanga (9.450 ha) e Parauapebas (7.558 ha) \u2013 ficam no Par\u00e1. O sexto \u2013 Peixoto de Azevedo (5.736 ha) \u2013 fica no Mato Grosso. Minas Gerais fica de fora do ranking munic\u00edpios de maior \u00e1rea minerada, quando agrupadas as \u00e1reas de garimpo e minera\u00e7\u00e3o industrial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mapa dos munic\u00edpios com maior atividade garimpeira \u00e9 ligeiramente diferente. Sem exce\u00e7\u00f5es, todos os 10 munic\u00edpios com maior \u00e1rea garimpada ficam no sul do Par\u00e1 e norte de Mato Grosso, com Itaituba, Jacareacanga e S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu em primeiro e segundo e terceiro lugar, respectivamente.&nbsp; Essa concentra\u00e7\u00e3o n\u00e3o aparece no caso dos dez munic\u00edpios com maior \u00e1rea minerada industrialmente, que ficam espalhados por Par\u00e1, Minas Gerais e Amazonas. Por\u00e9m as tr\u00eas maiores \u2013 Parauapebas (6706 ha), Oriximin\u00e1 (6278 ha) e Paragominas (5402 ha), ficam todas no Par\u00e1, seguidas por relevante contribui\u00e7\u00e3o de Minas Gerais,&nbsp; em Paracatu (3116 ha), Itabira (2963 ha) e Congonhas (2405 ha).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Garimpo e minera\u00e7\u00e3o industrial diferem tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o ao fruto da explora\u00e7\u00e3o mineral. Enquanto produ\u00e7\u00e3o de ferro (25,4%) e alum\u00ednio (25,3%) respondem por metade da \u00e1rea de&nbsp; minera\u00e7\u00e3o industrial, 86,1% da \u00e1rea garimpada est\u00e1 relacionada \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de ouro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em \u00e1rea total minerada, a Amaz\u00f4nia lidera com 72.5 % (149.393 ha), enquanto a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o bioma que aparece em um distante segundo lugar, com 14,7%&nbsp; (30.278 ha), seguida pelo Cerrado, com 9.9% (20.509 ha), Caatinga (2,1% &#8211; 4.427 ha), Pampa (0,7% &#8211; 1.451 ha) e Pantanal &#8211; 0.02% (39 ha). Na minera\u00e7\u00e3o industrial, a Amaz\u00f4nia cont\u00e9m 49.2 % (48.342 ha) da \u00e1rea total, a Mata Atl\u00e2ntica responde por quase um ter\u00e7o da \u00e1rea ocupada (29,7% &#8211; 29.157 ha), seguida pelo Cerrado (15,7% &#8211; 15.392 ha), Caatinga (4% &#8211; 3.950 ha) e o Pampa (1,5% &#8211; 1.451 ha). Com exce\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, a \u00e1rea de garimpo n\u00e3o \u00e9 predominante nos demais biomas: 4,7% (5.117 ha) no Cerrado, 1% (1.121 ha) na Mata Atl\u00e2ntica e 0,4% (477 ha) na Caatinga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os produtos da Minera\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. Esperamos que estes dados contribuam para a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para acabar com as atividades ilegais e estabelecer uma minera\u00e7\u00e3o em bases sustent\u00e1veis respeitando as \u00e1reas protegidas e o direito dos povos ind\u00edgenas e atendendo os mais elevados padr\u00f5es de cuidado com a biodiversidade, solo e a \u00e1gua&#8221;, afirma Tasso Azevedo, Coordenador Geral do MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acesse os principais dados do levantamento no&nbsp;<a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/Fact_Sheet_1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Fact Sheet aqui<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/Fact_Sheet_1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/montagem-fact-sheet-mineracao.png\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/Infograficos\/Cole%C3%A7%C3%A3o6\/MBI-mineracao-infografico-PTBR-rev7.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/MBI-mineracao-infografico-PTBR-rev7-scaled.jpg\" alt=\"\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Brasil 1985-2020: A Expans\u00e3o da Minera\u00e7\u00e3o e do Garimpo no Brasil nos \u00faltimos 36 anos\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0LEwXnGNf6c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Garimpo j\u00e1 ocupa uma \u00e1rea maior que minera\u00e7\u00e3o industrial&nbsp;e avan\u00e7a sobre terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia Entre 1985 e 2020 a \u00e1rea minerada no Brasil cresceu seis [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1402,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2468","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":23,"uagb_excerpt":"Garimpo j\u00e1 ocupa uma \u00e1rea maior que minera\u00e7\u00e3o industrial&nbsp;e avan\u00e7a sobre terras ind\u00edgenas e unidades de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia Entre 1985 e 2020 a \u00e1rea minerada no Brasil cresceu seis [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}