{"id":2454,"date":"2021-09-10T15:54:00","date_gmt":"2021-09-10T15:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2454"},"modified":"2021-09-10T15:54:00","modified_gmt":"2021-09-10T15:54:00","slug":"agropecuaria-cresce-258-no-matopiba-desde-1985-e-ocupa-area-maior-que-o-amapa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2021\/09\/10\/agropecuaria-cresce-258-no-matopiba-desde-1985-e-ocupa-area-maior-que-o-amapa\/","title":{"rendered":"Agropecu\u00e1ria cresce 258% no Matopiba desde 1985 e ocupa \u00e1rea maior que o Amap\u00e1"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Bahia quintuplicou \u00e1rea para cultivo em 36 anos e Piau\u00ed triplicou \u00e1rea agr\u00edcola desde o final dos anos 1990; Tocantins e Maranh\u00e3o s\u00e3o os estados que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o nativa na \u00faltima d\u00e9cada.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Matopiba, regi\u00e3o de Cerrado que abrange os estados de Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia, mais que dobrou a \u00e1rea destinada \u00e0 agropecu\u00e1ria nos \u00faltimos 36 anos. Em um aumento de 258%, passou de 5,6 milh\u00f5es de hectares para 14,6 milh\u00f5es de hectares destinados \u00e0 atividade, \u00e1rea superior a do estado de Amap\u00e1. Os dados s\u00e3o da nova cole\u00e7\u00e3o da iniciativa MapBiomas e foram apresentados em&nbsp;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/QVlFQssi6EQ\">evento espec\u00edfico para o bioma na sexta-feira (10)<\/a>, no canal do MapBiomas Brasil no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m dos n\u00fameros, as imagens de sat\u00e9lite mostram os impactos da intensifica\u00e7\u00e3o do desmatamento e da atividade agropecu\u00e1ria. Campe\u00e3 no aumento relativo da \u00e1rea de agricultura no Cerrado, a Bahia quintuplicou esse tipo de uso do solo de 1985 a 2020. J\u00e1 o Piau\u00ed triplicou a \u00e1rea agr\u00edcola no trecho do bioma a partir do final da d\u00e9cada de 1990. Tocantins sofreu a maior perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Cerrado nos \u00faltimos dez anos (1,11 milh\u00e3o de hectares), seguido de Maranh\u00e3o (890 mil ha).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;\u201cOs dados mostram claramente que h\u00e1 um processo acelerado de convers\u00e3o de \u00e1reas naturais no Matopiba, tal como foi observado anteriormente em outros estados do Cerrado\u201d, explica a coordenadora cient\u00edfica do MapBiomas, Julia Shimbo, pesquisadora do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia). Se considerada a perda total de vegeta\u00e7\u00e3o nativa desde 1985, Mato Grosso \u00e9 o campe\u00e3o, com 6,8 milh\u00f5es de ha, seguido por Goi\u00e1s, com 4 milh\u00f5es ha, e Mato Grosso do Sul, com 3,4 milh\u00f5es de ha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Cerrado \u00e9 o segundo maior bioma do Brasil, com 198 milh\u00f5es de hectares, e apresenta diferentes tipos de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Como hotspot de biodiversidade, \u00e9 a savana mais biodiversa do mundo e est\u00e1 sob elevado grau de amea\u00e7a. Quase metade j\u00e1 foi desmatada: 54,5% de seu territ\u00f3rio ainda \u00e9 coberto por vegeta\u00e7\u00e3o nativa, sendo que 44% encontra-se justamente no Matopiba.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que sobrou no Cerrado est\u00e1 distribu\u00eddo em diferentes forma\u00e7\u00f5es. As principais s\u00e3o savana (30,3%), floresta (14,3%) e forma\u00e7\u00e3o campestre (7,3%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bioma em crise<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De 1985 a 2020 o Cerrado perdeu 19,8% de sua vegeta\u00e7\u00e3o nativa, ou 26,5 milh\u00f5es de ha, que equivalem a uma \u00e1rea maior que a do Piau\u00ed. A expans\u00e3o da agropecu\u00e1ria no bioma no mesmo per\u00edodo \u00e9 quase complementar: foram 26,2 milh\u00f5es de hectares destinados \u00e0 atividade. Atualmente, a agropecu\u00e1ria ocupa 44,2% do Cerrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma das novidades da Cole\u00e7\u00e3o 6 do MapBiomas \u00e9 a inclus\u00e3o da nova classe de \u00e1reas \u00famidas do Cerrado, como campos \u00famidos, veredas, savanas parques e brejos, que representam 2,5% dos remanescentes. Tamb\u00e9m esses ambientes t\u00eam sofrido transforma\u00e7\u00f5es: foram 582 mil hectares suprimidos desde 1985, ou 10,3% de perda das \u00e1reas alagadas. Dessa \u00e1rea convertida, 61% foram destinados \u00e0 agropecu\u00e1ria, especialmente pastagem, e 32% viraram outro tipo de vegeta\u00e7\u00e3o, como campo, savana e at\u00e9 floresta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre o MapBiomas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Iniciativa multi-institucional que processa imagens de sat\u00e9lites com intelig\u00eancia artificial e tecnologia de alta resolu\u00e7\u00e3o em uma rede colaborativa de especialistas, universidades, ONGs, institui\u00e7\u00f5es e empresas de tecnologia para a cria\u00e7\u00e3o de s\u00e9ries hist\u00f3ricas e mapeamentos de uso e cobertura da terra no Brasil. O IPAM \u00e9 a institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelo mapeamento da vegeta\u00e7\u00e3o nativa no bioma Cerrado dentro da rede MapBiomas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acesse os&nbsp;<a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/Fact_Sheet_2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">principais destaques da Cole\u00e7\u00e3o 6 do bioma Cerrado<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Baixe os infogr\u00e1ficos\u00a0<a href=\"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/infograficos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">aqui:<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/MBI-Infografico-6.0-PTBR-cerrado-scaled.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiba como foi a apresenta\u00e7\u00e3o dos dados do Cerrado:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Brasil Revelado 1985-2020: As transforma\u00e7\u00f5es no Cerrado nos \u00faltimos 36 anos\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QVlFQssi6EQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bahia quintuplicou \u00e1rea para cultivo em 36 anos e Piau\u00ed triplicou \u00e1rea agr\u00edcola desde o final dos anos 1990; Tocantins e Maranh\u00e3o s\u00e3o os estados que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o nativa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1402,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2454","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":22,"uagb_excerpt":"Bahia quintuplicou \u00e1rea para cultivo em 36 anos e Piau\u00ed triplicou \u00e1rea agr\u00edcola desde o final dos anos 1990; Tocantins e Maranh\u00e3o s\u00e3o os estados que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o nativa [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2454","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2454"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2454\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2454"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2454"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2454"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}