{"id":2418,"date":"2021-10-06T15:44:00","date_gmt":"2021-10-06T15:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2418"},"modified":"2021-10-06T15:44:00","modified_gmt":"2021-10-06T15:44:00","slug":"desmatamento-queimadas-e-retracao-da-superficie-da-agua-aumentam-o-risco-de-desertificacao-da-caatinga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2021\/10\/06\/desmatamento-queimadas-e-retracao-da-superficie-da-agua-aumentam-o-risco-de-desertificacao-da-caatinga\/","title":{"rendered":"Desmatamento, queimadas e retra\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie da \u00e1gua aumentam o risco de desertifica\u00e7\u00e3o da Caatinga"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudan\u00e7as na cobertura da terra nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas est\u00e3o agravando o risco de desertifica\u00e7\u00e3o de partes da Caatinga. Esta \u00e9 uma das conclus\u00f5es da an\u00e1lise do MapBiomas feita a partir de imagens de sat\u00e9lite da regi\u00e3o entre os anos de 1985 e 2020. Nesse per\u00edodo, 112 munic\u00edpios da Caatinga (9%) classificados como \u00c1reas Suscet\u00edveis \u00e0 Desertifica\u00e7\u00e3o (ASD) com status Muito grave e Grave tiveram uma perda de 0,3 milh\u00f5es de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. Isso representa cerca de 3% de toda a vegeta\u00e7\u00e3o nativa perdida entre 1985-2020 no bioma. Desse total, 0,28 milh\u00f5es de hectares foram perdidos em 45 munic\u00edpios da Para\u00edba classificados como ASD.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, houve um decr\u00e9scimo de 8,27% (-79.346 ha) na superf\u00edcie de \u00e1gua. De forma geral, a Caatinga ficou mais seca nos \u00faltimos 36 anos. Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie total de \u00e1gua, houve tamb\u00e9m uma retra\u00e7\u00e3o de 40% na \u00e1gua natural entre 1985 e 2020. Essa categoria, que engloba os cursos de \u00e1gua que fluem livremente, respondia por menos de um ter\u00e7o (27,48%) da superf\u00edcie de \u00e1gua da Caatinga em 2020. A maior parte estava retida em hidrel\u00e9tricas (42,69%) ou reservat\u00f3rios (29,61%). Na s\u00e9rie hist\u00f3rica mapeada, a menor extens\u00e3o de superf\u00edcie de \u00e1gua (629.483 hectares) foi registrada recentemente, em 2017. A m\u00e9dia de superf\u00edcie de \u00e1gua mapeada nos 36 anos analisados \u00e9 de 922 mil hectares.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A retra\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie de \u00e1gua ocorreu concomitantemente \u00e0 perda de 10% de \u00e1reas naturais (-5,9 milh\u00f5es de hectares). Todas as regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas tiveram redu\u00e7\u00e3o de cobertura vegetal natural entre os anos de 1985-2020. A regi\u00e3o Atl\u00e2ntico Nordeste foi a que apresentou maior redu\u00e7\u00e3o em termos de \u00e1rea com perda de 3 Mha. Em termos percentuais, a regi\u00e3o Atl\u00e2ntico Leste lidera as perdas, com 19,52%, seguida por Atl\u00e2ntico Nordeste (-13,40%) e S\u00e3o Francisco (-8,87%). Dos 10 munic\u00edpios que mais perderam vegeta\u00e7\u00e3o natural na Caatinga entre 1985 e 2020, oito ficam na Bahia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A perda de vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria entre 1985 e 2020 totalizou 15 milh\u00f5es de hectares, ou uma retra\u00e7\u00e3o de 26,36%.&nbsp; Embora tenha ocorrido um crescimento de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria de 10,7 milh\u00f5es de hectares, o saldo geral \u00e9 negativo \u2013 tanto em extens\u00e3o de \u00e1rea, como na qualidade da cobertura vegetal. A Bahia \u00e9 o estado com maior \u00e1rea de vegeta\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria: 37,521 Km\u00b2 em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os fatores que provocam a perda de vegeta\u00e7\u00e3o nativa destaca-se o avan\u00e7o da atividade agropecu\u00e1ria. Entre 1985 e 2020&nbsp;mais de 10 milh\u00f5es de hectares&nbsp;de savana e forma\u00e7\u00f5es florestais foram convertidos em atividades associadas \u00e0 agropecu\u00e1ria. Outros&nbsp;1,26 milh\u00f5es de hectares&nbsp;de vegeta\u00e7\u00e3o n\u00e3o florestal foram convertidos para o mesmo uso no per\u00edodo. No total, a agropecu\u00e1ria avan\u00e7ou sobre&nbsp;<strong>11,26 milh\u00f5es de hectares da Caatinga<\/strong>&nbsp;e passou a responder por 35,2% da \u00e1rea do bioma em 2020.&nbsp; O total de vegeta\u00e7\u00e3o nativa da Caatinga (ou seja, a soma das \u00e1reas ocupadas por savana, campo e floresta) ocupava 63% do bioma, respondendo por 9,8% da vegeta\u00e7\u00e3o nativa do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SOBRE MAPBIOMAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;O MapBiomas \u00e9 uma iniciativa multi-institucional que re\u00fane universidades, ONGs e empresas de tecnologia que se uniram para contribuir para a compreens\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio brasileiro a partir do mapeamento anual da ocupa\u00e7\u00e3o e uso do solo no Brasil. Em agosto de 2021, foi publicada a Cole\u00e7\u00e3o 6 de MapBiomas com mapas de cobertura e uso do solo do Brasil de 1985 a 2020. A ferramenta desenvolvida pela MapBiomas para todas as suas iniciativas disponibiliza informa\u00e7\u00f5es geradas com resolu\u00e7\u00e3o espacial de 30 metros. Os dados s\u00e3o processados \u200b\u200busando algoritmos de classifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica por meio de informa\u00e7\u00f5es na nuvem do Google Earth Engine.&nbsp;<a href=\"http:\/\/mapbiomas.org\/en\/\">http:\/\/mapbiomas.org\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira os principais destaques da Caatinga<a href=\"https:\/\/mapbiomas-br-site.s3.amazonaws.com\/Fact_Sheet_CAATINGA_06102010_OKalta.pdf\">&nbsp;aqui<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/infograficos\">Baixa os infogr\u00e1ficos dos biomas<\/a>.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/MBI-Infografico-6.0-PTBR-caatinga-scaled.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;Saiba como foi o webinar com apresenta\u00e7\u00e3o dos dados da Caatinga.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Brasil Revelado 1985-2020: As transforma\u00e7\u00f5es na Caatinga nos \u00faltimos 36 anos\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/K0OpT7FmAk0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as na cobertura da terra nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas est\u00e3o agravando o risco de desertifica\u00e7\u00e3o de partes da Caatinga. 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