{"id":2394,"date":"2021-10-27T15:36:00","date_gmt":"2021-10-27T15:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2394"},"modified":"2021-10-27T15:36:00","modified_gmt":"2021-10-27T15:36:00","slug":"reducao-das-praias-e-dunas-no-brasil-foi-de-15-nos-ultimos-36-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2021\/10\/27\/reducao-das-praias-e-dunas-no-brasil-foi-de-15-nos-ultimos-36-anos\/","title":{"rendered":"Redu\u00e7\u00e3o das praias e dunas no Brasil foi de 15% nos \u00faltimos 36 anos"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">As praias, dunas e areais do Brasil v\u00eam sendo modificados nos \u00faltimos 36 anos. \u00c9 o que mostra a mais nova an\u00e1lise do MapBiomas a partir de imagens de sat\u00e9lite entre 1985 e 2020. A redu\u00e7\u00e3o foi de 15%, ou cerca de 70 mil hectares. H\u00e1 36 anos, eram 451 mil hectares; em 2020, apenas 382 mil hectares. Al\u00e9m de dunas, praias e areais, o estudo que o MapBiomas apresentou nesta dia 27 de outubro, pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/gcOFPx7DZyE\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a>, tamb\u00e9m avalia a din\u00e2mica das \u00e1reas de manguezais, apicuns (\u00e1reas salinizadas desprovidas de vegeta\u00e7\u00e3o) e da aquicultura\/salicultura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A preserva\u00e7\u00e3o das praias e dunas \u00e9 essencial para o controle da eros\u00e3o costeira e preserva\u00e7\u00e3o da faixa litor\u00e2nea e sua biodiversidade. A praia e a duna normalmente protegem os manguezais das a\u00e7\u00f5es das ondas. Criam um ambiente calmo, onde a lama pode ser depositada e colonizada pela vegeta\u00e7\u00e3o de mangue.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os motivos para diminui\u00e7\u00e3o das superf\u00edcie de dunas, praias e areais continentais s\u00e3o variados: desde a revegeta\u00e7\u00e3o do topo das dunas, ocupa\u00e7\u00e3o por empreendimentos aqu\u00edcolas e salineiros, at\u00e9 a expans\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras. A diminui\u00e7\u00e3o das faixas de praias e dunas tamb\u00e9m pode ser explicada em parte pela forte press\u00e3o imobili\u00e1ria. H\u00e1, ainda, a baixa prote\u00e7\u00e3o: apenas 40% desse tipo de dep\u00f3sito est\u00e1 protegido em alguma unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Entre os casos de ocupa\u00e7\u00e3o por usos da terra, chama a aten\u00e7\u00e3o o avan\u00e7o dos pinheiros sobre campos dunares no Rio Grande do Sul em \u00e1reas que fazem limite com florestas plantadas e a expans\u00e3o da estrutura aqu\u00edcola\/salineira na regi\u00e3o costeira do Rio Grande do Norte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Por conta do Parque Nacional de Len\u00e7\u00f3is Maranhenses e da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental das Reentr\u00e2ncias Maranhenses, o Maranh\u00e3o lidera na prote\u00e7\u00e3o de dunas\/praias e manguezais, respectivamente&#8221;, afirma Pedro Walfir, coordenador geral do tema zona costeira do MapBiomas.&nbsp; A quase totalidade (98% &#8211; 99 mil hectares) de suas praias, dunas e areais, 96% (24 mil hectares) de seus apicuns e 86% (398 mil hectares) dos manguezais do Maranh\u00e3o s\u00e3o protegidos por Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. &#8220;Portanto, o Maranh\u00e3o \u00e9 o estado com maior extens\u00e3o de ambientes costeiros protegidos por UCs do pa\u00eds e um dos mais conservados&#8221;, explica Pedro Walfir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De 1985 e 2020, as \u00e1reas de manguezal no pa\u00eds permaneceram relativamente est\u00e1veis, passando de 946 mil hectares para 981 mil hectares. Entretanto, a partir do ano 2000 at\u00e9 2020 observa-se uma retra\u00e7\u00e3o de 2% nas \u00e1reas de manguezal. No Brasil, mais de 78% da \u00e1rea de manguezais est\u00e1 concentrada na costa Amaz\u00f4nica, que se estende do Amap\u00e1 at\u00e9 o Maranh\u00e3o, abrigando os mais bem preservados e extensos manguezais do continente. Por outro lado, \u00e9 na regi\u00e3o Nordeste e Sudeste, menores em extens\u00e3o, onde os manguezais encontram-se mais amea\u00e7ados. Em ambas, de 2000 a 2020, a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas diretas foram respons\u00e1veis por 13% das mudan\u00e7as desta cobertura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mangue \u00e9 o ber\u00e7\u00e1rio de in\u00fameras esp\u00e9cies marinhas: 70 a 80% dos peixes, crust\u00e1ceos e moluscos que a popula\u00e7\u00e3o consome precisam do bioma em alguma fase de suas vidas. Diversas esp\u00e9cies de peixes economicamente importantes utilizam os mangues como \u00e1rea de reprodu\u00e7\u00e3o e depois voltam para o mar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse contexto, a cria\u00e7\u00e3o de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o em zonas costeiras protegendo manguezais foi de uma import\u00e2ncia indubit\u00e1vel. O Brasil possui 340 (13%) do total de suas 2544 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o na zona costeira.&nbsp; Atualmente 75% da \u00e1rea de manguezais no pa\u00eds encontram-se dentro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, o que deve contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o futura deste que \u00e9 um dos mais amea\u00e7ados ecossistemas do planeta.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do ponto de vista ecossist\u00eamico, os apicuns est\u00e3o intrinsicamente relacionados aos manguezais que tendem a crescer sobre essas plan\u00edcies de mar\u00e9 hipersalina &#8211; da\u00ed a import\u00e2ncia de sua conserva\u00e7\u00e3o para o futuro dos manguezais. Atualmente pouco mais da metade dos apicuns (56%) tamb\u00e9m est\u00e1 em unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o atual uso de boa parte dos apicuns brasileiros para a produ\u00e7\u00e3o de sal e camar\u00f5es apresenta um risco para a conserva\u00e7\u00e3o de manguezais. Por serem \u00e1reas descampadas e planas, os apicuns s\u00e3o preferidos para a produ\u00e7\u00e3o comercial de sal e crust\u00e1ceos, em especial camar\u00f5es. De 1985 a 2020, a \u00e1rea de aquicultura e salicultura teve um salto de 39%, passando de 36 mil hectares para 59 mil hectares. J\u00e1 os apicuns tiveram uma redu\u00e7\u00e3o de 12% entre 2000 e 2020, passando de 65 mil hectares para 57 mil hectares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o que 8% da aquicultura nacional se encontre dentro de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o. \u201cNestes casos, \u00e9 importante checar se essas atividades est\u00e3o em \u00e1reas que permitem explora\u00e7\u00e3o comercial e se seguem \u00e0 risca a legisla\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, adverte C\u00e9sar Diniz, coordenador t\u00e9cnico do mapeamento de Zona Costeira do MapBiomas.\u00a0 O mapeamento mostra que o estado cuja \u00e1rea de aquicultura\/salinas mais ocorre em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 o Rio Grande do Norte (2,5%, ou 1039 hectares), estado que concentra 67% da \u00e1rea salineira\/aqu\u00edcola do pa\u00eds.<br><br><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/MapBiomas_Zona_Costeira_Outubro_2021_30102021_OK.pdf\">Confira mais destaques dos dados da Zona Costeira aqui.\u00a0<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/montagem-fact-sheet-Zona-Costeira.png\" alt=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-embed-handler wp-block-embed-embed-handler wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Brasil Revelado 1985-2020: As transforma\u00e7\u00f5es na Zona Costeira nos \u00faltimos 36 anos\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gcOFPx7DZyE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As praias, dunas e areais do Brasil v\u00eam sendo modificados nos \u00faltimos 36 anos. \u00c9 o que mostra a mais nova an\u00e1lise do MapBiomas a partir de imagens de sat\u00e9lite [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2396,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2394","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":24,"uagb_excerpt":"As praias, dunas e areais do Brasil v\u00eam sendo modificados nos \u00faltimos 36 anos. \u00c9 o que mostra a mais nova an\u00e1lise do MapBiomas a partir de imagens de sat\u00e9lite [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2394","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2394"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2394\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2394"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2394"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2394"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}