{"id":2374,"date":"2022-02-01T15:28:00","date_gmt":"2022-02-01T15:28:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2374"},"modified":"2022-02-01T15:28:00","modified_gmt":"2022-02-01T15:28:00","slug":"mata-atlantica-ganha-sistema-de-alertas-para-combater-desmatamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2022\/02\/01\/mata-atlantica-ganha-sistema-de-alertas-para-combater-desmatamento\/","title":{"rendered":"Mata Atl\u00e2ntica ganha sistema de alertas para combater desmatamento"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">Para intensificar o monitoramento da cobertura florestal e contribuir para o fim do desmatamento do bioma mais amea\u00e7ado e devastado do Brasil, a Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, a Arcplan e o MapBiomas lan\u00e7am o Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) da Mata Atl\u00e2ntica, nova ferramenta para monitorar e difundir informa\u00e7\u00f5es sobre o desflorestamento na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema permite identificar e reportar com agilidade desmatamentos em \u00e1reas a partir de 0,3 hectare (ha), monitorados com o uso de imagens de sat\u00e9lite de alta resolu\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o novo sistema gera alertas mensais, agilidade que permitir\u00e1 o apoio em tomadas de decis\u00e3o,&nbsp; tanto de \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental (IBAMA, minist\u00e9rios p\u00fablicos estaduais e secretarias, \u00f3rg\u00e3os e pol\u00edcias ambientais, entre outros), quanto de entidades que t\u00eam pol\u00edticas mandat\u00f3rias ou volunt\u00e1rias para a compra de produtos ou financiamento de cadeias produtivas com desmatamento zero (como bancos, traders, supermercados e a ind\u00fastria de alimentos, de madeira, celulose e de bioenergia).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro boletim do SAD Mata Atl\u00e2ntica re\u00fane alertas coletados e validados durante todo o ano de 2021, apresentando os primeiros resultados parciais do desmatamento do bioma no per\u00edodo. Trata-se de uma edi\u00e7\u00e3o piloto em que foram compilados os alertas de quatro regi\u00f5es: as bacias hidrogr\u00e1ficas do Rio Tiet\u00ea (S\u00e3o Paulo), do Rio Igua\u00e7u (Paran\u00e1), do Rio Jequitinhonha (Bahia e Minas Gerais) e dos Rios Miranda e Aquidauana, na regi\u00e3o do munic\u00edpio de Bonito (Mato Grosso do Sul). Esta primeira edi\u00e7\u00e3o do boletim teve apoio da Funda\u00e7\u00e3o Flex.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diretor de conhecimento da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, Lu\u00eds Fernando Guedes Pinto explica que esses locais foram selecionados para o piloto pelo fato de Minas Gerais, Bahia, Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo estarem entre os campe\u00f5es do desmatamento na Mata Atl\u00e2ntica nos \u00faltimos anos. \u201cNesses estados escolhemos bacias hidrogr\u00e1ficas onde o problema costuma ser mais cr\u00edtico, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o agropecu\u00e1ria. A bacia do Rio Tiet\u00ea em S\u00e3o Paulo n\u00e3o est\u00e1 entre as regi\u00f5es de maior desmatamento do Brasil, mas tem a particularidade de ser uma regi\u00e3o de metr\u00f3poles e grandes cidades, onde a expans\u00e3o urbana tamb\u00e9m amea\u00e7a a Mata Atl\u00e2ntica\u201d, explica. Bonito (MS), por sua vez, foi o munic\u00edpio que mais desmatou o bioma entre 2019 e 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas quatro bacias monitoradas em 2021 houve 1.103 alertas que somam 6.739 ha de desmatamento. Cada hectare corresponde, em m\u00e9dia, \u00e0 \u00e1rea de um campo de futebol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A grande maioria dos alertas (70%) se refere a perdas menores que tr\u00eas hectares, ressaltando o novo perfil do desmatamento da Mata Atl\u00e2ntica, composto por uma soma de pequenos cortes de floresta natural, o que imp\u00f5e dificuldades \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o. A bacia do Igua\u00e7u (PR e SC) foi a campe\u00e3 em n\u00famero de alertas com esse perfil: 423.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Guedes Pinto, os novos dados confirmam que, ainda que a Lei da Mata Atl\u00e2ntica esteja em vigor, o desmatamento segue como um grande problema no bioma. \u201cContinuamos perdendo florestas antigas e maduras, por\u00e9m cada vez mais observamos o corte de matas jovens, que est\u00e3o em regenera\u00e7\u00e3o. Essa vegeta\u00e7\u00e3o tem um papel muito importante para conectar os remanescentes florestais mais antigos e prover servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, como a conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, mas muitas dessas \u00e1reas em regenera\u00e7\u00e3o s\u00e3o desmatadas antes de a vegeta\u00e7\u00e3o atingir um est\u00e1gio de maior maturidade, quando podem acumular mais carbono e abrigar maior biodiversidade. Por isso a conserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica depende de uma estrat\u00e9gia que combine restaura\u00e7\u00e3o, plantio de \u00e1rvores nativas e combate ao desmatamento\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir do pr\u00f3ximo relat\u00f3rio do SAD Mata Atl\u00e2ntica, todo o bioma ser\u00e1 monitorado seguindo os limites do mapa de aplica\u00e7\u00e3o da Lei da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os dados do SAD Mata Atl\u00e2ntica ser\u00e3o disponibilizados mensalmente na plataforma&nbsp;<a href=\"https:\/\/plataforma.alerta.mapbiomas.org\/\">MapBiomas Alerta<\/a>&nbsp;e os resultados ser\u00e3o reunidos em boletins trimestrais publicados pela Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/iniciativas\/alertas\/\">https:\/\/www.sosma.org.br\/iniciativas\/alertas\/<\/a>.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tamanho m\u00e9dio de cada \u00e1rea desmatada da Mata Atl\u00e2ntica vem diminuindo ao longo dos anos. S\u00e3o hoje comuns perdas inferiores a tr\u00eas hectares e em florestas nativas jovens, condi\u00e7\u00f5es diferentes daquelas tradicionalmente monitoradas pelo Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atl\u00e2ntica \u2013 colabora\u00e7\u00e3o entre o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e a SOS Mata Atl\u00e2ntica que se tornou refer\u00eancia ao, ano a ano, desde 1989, acompanhar a cobertura florestal e o desmatamento do bioma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Complementando e aprimorando o monitoramento anual realizado pelo Atlas, o SAD Mata Atl\u00e2ntica utiliza uma identifica\u00e7\u00e3o automatizada baseada na compara\u00e7\u00e3o entre imagens com 10 metros de resolu\u00e7\u00e3o registradas por sat\u00e9lites Sentinel 2. \u201cEsse m\u00e9todo \u00e9 capaz de detectar ind\u00edcios de desmatamento a partir de 0,3 hectare, que s\u00e3o validados, refinados e auditados individualmente em imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o e cruzados com informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, incluindo as propriedades do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e embargos e autoriza\u00e7\u00f5es de desmatamento do SINAFLOR\/IBAMA, para disponibiliza\u00e7\u00e3o no MapBiomas Alerta, uma plataforma \u00fanica, aberta e transparente que monitora todo o territ\u00f3rio brasileiro\u201d, afirma Marcos Rosa, diretor da Arcplan.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas, essa abordagem &#8220;proporciona uma nova lente para monitorar a vegeta\u00e7\u00e3o nativa da Mata Atl\u00e2ntica e colaborar para o fim definitivo do seu desmatamento, o que \u00e9 essencial para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, para a conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e da biodiversidade e para a prosperidade do Brasil\u201d, completa. \u201cO SAD Mata Atl\u00e2ntica se une a outros sistemas de alerta dos biomas brasileiros, formando uma rede de organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e de entidades de pesquisa que monitora todos os ecossistemas do Brasil\u201d, completa Azevedo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre a Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 uma ONG ambiental brasileira que tem como miss\u00e3o inspirar a sociedade na defesa da Mata Atl\u00e2ntica. Atua na promo\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para a conserva\u00e7\u00e3o do bioma mais amea\u00e7ado do Brasil por meio do monitoramento da floresta, produ\u00e7\u00e3o de estudos, projetos demonstrativos, di\u00e1logo com setores p\u00fablicos e privados, aprimoramento da legisla\u00e7\u00e3o ambiental, comunica\u00e7\u00e3o e engajamento da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre a Arcplan<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ArcPlan \u00e9 uma empresa privada com mais de 20 anos de atua\u00e7\u00e3o em temas relacionados ao mapeamento e monitoramento ambiental para subsidiar a\u00e7\u00f5es que visam a conserva\u00e7\u00e3o ambiental, uso sustent\u00e1vel e o planejamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sobre o MapBiomas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O MapBiomas \u00e9 uma rede colaborativa, formada por ONGs, universidades e startups de tecnologia, que revela as transforma\u00e7\u00f5es do territ\u00f3rio brasileiro, por meio da ci\u00eancia, tornando acess\u00edvel o conhecimento sobre o uso da terra, a fim de buscar a conserva\u00e7\u00e3o e combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Produz mapeamento anual da cobertura e uso do solo desde 1985, valida e elabora relat\u00f3rios para cada evento de desmatamento detectado no Brasil desde janeiro de 2019 e monitora a superf\u00edcie de \u00e1gua e cicatrizes de fogo mensalmente desde 1985.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para intensificar o monitoramento da cobertura florestal e contribuir para o fim do desmatamento do bioma mais amea\u00e7ado e devastado do Brasil, a Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, a Arcplan e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1402,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2374","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":18,"uagb_excerpt":"Para intensificar o monitoramento da cobertura florestal e contribuir para o fim do desmatamento do bioma mais amea\u00e7ado e devastado do Brasil, a Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica, a Arcplan e [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2374"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2374\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}