{"id":2322,"date":"2022-08-18T14:31:00","date_gmt":"2022-08-18T14:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2322"},"modified":"2022-08-18T14:31:00","modified_gmt":"2022-08-18T14:31:00","slug":"amazonia-e-pampa-lideram-queimadas-de-janeiro-a-julho-de-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2022\/08\/18\/amazonia-e-pampa-lideram-queimadas-de-janeiro-a-julho-de-2022\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia e Pampa lideram queimadas de janeiro a julho de 2022"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Dados do Monitor do Fogo do MapBiomas mostram que queimadas cresceram 7% na Amaz\u00f4nia e 3,372% no Pampa nos sete primeiros meses do ano<\/em><\/strong><br><br>O Brasil queima no Norte e no Sul de seu territ\u00f3rio. Dados do MapBiomas mostram que 2.932.972 hectares foram consumidos por queimadas nos primeiros sete meses do ano. Embora maior que o estado de Alagoas, essa \u00e1rea \u00e9 2% menor do que a que foi consumida pelo fogo no ano passado. Por\u00e9m na Amaz\u00f4nia e no Pampa a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente: esses s\u00e3o os \u00fanicos biomas com aumento na \u00e1rea afetada pelo fogo. Na Amaz\u00f4nia, o fogo atingiu uma \u00e1rea de 1.479.739 hectares, enquanto que no Pampa foram 28.610 hectares queimados entre janeiro e julho de 2022. Nesse per\u00edodo, foi registrado um aumento de 7% (ou mais de 107 mil hectares) na Amaz\u00f4nia e de 3,372% no Pampa (27.780 ha).<br><br>Esses dados fazem parte da nova vers\u00e3o do\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org\/monitor-do-fogo\" target=\"_blank\">Monitor do Fogo<\/a>, que o MapBiomas\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/youtu.be\/D2C3uYCrpkk\" target=\"_blank\">lan\u00e7ou nesta quinta-feira (18)<\/a>\u00a0em sua\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org\/\" target=\"_blank\">plataforma<\/a>. Ela passar\u00e1 a fazer uso de imagens do sat\u00e9lite europeu Sentinel 2, que tem duas importantes caracter\u00edsticas para esse tipo de mapeamento: ele passa a cada cinco dias sobre o mesmo ponto, aumentando a possibilidade de observa\u00e7\u00e3o de queimadas e inc\u00eandios florestais; al\u00e9m disso, tem resolu\u00e7\u00e3o espacial de 10 metros. Isso acrescenta cerca de 20% a mais na \u00e1rea queimada em rela\u00e7\u00e3o aos dados do MapBiomas Fogo cole\u00e7\u00e3o 1, que traz o hist\u00f3rico de fogo anualmente desde 1985. Tamb\u00e9m permite que a partir de agora os dados sejam divulgados mensalmente.<br><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org\/monitor-do-fogo\" target=\"_blank\"><strong>&gt;&gt; Acesse o Monitor do Fogo<\/strong><\/a><br><br>O Monitor do Fogo do MapBiomas difere e complementa o monitoramento do INPE porque avalia as cicatrizes do fogo, e n\u00e3o os focos de calor. O motivo \u00e9 simples: dados de focos de calor representam a ocorr\u00eancia de fogo (e potencialmente contribuem para seu combate) mas n\u00e3o permitem avaliar a \u00e1rea queimada. O Monitor de Fogo, por sua vez, revela em tempo quase real (diferen\u00e7a de um m\u00eas) a localiza\u00e7\u00e3o e extens\u00e3o das \u00e1reas queimadas, facilitando assim a contabilidade da destrui\u00e7\u00e3o que \u00e9 apontada pelos focos de calor da plataforma do INPE.<br><br>\u201cEste produto \u00e9 o \u00fanico nessa frequ\u00eancia e resolu\u00e7\u00e3o a fornecer esses dados mensalmente, o que facilitar\u00e1 muito a preven\u00e7\u00e3o e combate aos inc\u00eandios, indicando \u00e1reas onde o fogo tem se adensado\u201d, explica Ane Alencar, coordenadora do Monitor do Fogo do MapBiomas. \u201cAl\u00e9m do poder p\u00fablico, \u00e9 uma ferramenta de grande utilidade para a iniciativa privada, como o setor de seguros, por exemplo\u201d, completa.<br><br><br>Os dados dos sete primeiros meses de 2022 mostram que tr\u00eas em cada quatro hectares queimados foram de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, sendo a maioria em campos naturais. Por\u00e9m um quinto de tudo que foi queimado no per\u00edodo foi em florestas. Metade das cicatrizes deixadas pelo fogo localizam-se no bioma Amaz\u00f4nia, onde 16% da \u00e1rea queimada corresponderam a inc\u00eandios florestais, ou seja, \u00e1reas de floresta que n\u00e3o deveriam queimar.<br><br>O Mato Grosso foi o estado que mais queimou nos sete primeiros meses de 2022 (771.827 hectares), seguido por Tocantins (593.888 hectares) e Roraima (529.404 hectares). Esses tr\u00eas estados representaram 64% da \u00e1rea queimada afetada no per\u00edodo.<br><br>No Cerrado, a \u00e1rea queimada entre janeiro e julho de 2022 (1.250.373 hectares) foi 9% menor que no mesmo per\u00edodo do ano passado, por\u00e9m 5% acima do registrado em 2019 e 39% maior que em 2020. O mesmo padr\u00e3o foi identificado na Mata Atl\u00e2ntica, onde houve uma queda de 16% em rela\u00e7\u00e3o a 2021 (ou 14.281 hectares), por\u00e9m um crescimento de 11% em rela\u00e7\u00e3o a 2019 e 8% na compara\u00e7\u00e3o com 2020. O Pantanal, por sua vez, apresentou a menor \u00e1rea queimada nos \u00faltimos quatro anos (75.999 hectares), com 19% de redu\u00e7\u00e3o de 2022 para 2021 em rela\u00e7\u00e3o a \u00e1rea queimada de janeiro a julho.<br><br>Dentro os tipos de uso agropecu\u00e1rio das \u00e1reas afetadas pelo fogo, as pastagens se destacaram com 14% da \u00e1rea queimada nos sete primeiros meses de 2022.<br><br>O primeiro e o segundo lugar da lista de munic\u00edpios que mais queimaram entre janeiro e julho de 2022 s\u00e3o ocupados por Normandia e Pacaraima, ambas em Roraima. Em julho de 2022, os munic\u00edpios de Formosa do Araguaia e Lagoa da Confus\u00e3o, no Tocantins, foram os que tiveram maior \u00e1rea queimada. Neste \u00faltimo, fica parte do Parque Nacional do Araguaia.\u00a0<br><br><strong>Assista ao evento de lan\u00e7amento do Monitor do Fogo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Lan\u00e7amento Monitor do Fogo \ud83d\udd25\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/D2C3uYCrpkk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Monitor do Fogo do MapBiomas mostram que queimadas cresceram 7% na Amaz\u00f4nia e 3,372% no Pampa nos sete primeiros meses do ano O Brasil queima no Norte e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3157,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2322","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":15,"uagb_excerpt":"Dados do Monitor do Fogo do MapBiomas mostram que queimadas cresceram 7% na Amaz\u00f4nia e 3,372% no Pampa nos sete primeiros meses do ano O Brasil queima no Norte e [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2322"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2322\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}