{"id":2260,"date":"2022-11-30T14:05:00","date_gmt":"2022-11-30T14:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2260"},"modified":"2022-11-30T14:05:00","modified_gmt":"2022-11-30T14:05:00","slug":"amazonia-e-o-bioma-com-mais-pastagens-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2022\/11\/30\/amazonia-e-o-bioma-com-mais-pastagens-no-brasil\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia \u00e9 o bioma com mais pastagens no Brasil\u00a0"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/08\/MapBiomas_Pastagem_2022_30_11_1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em><strong>Acesse os principais destaques da Cole\u00e7\u00e3o 7 da Pastagem<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, a \u00e1rea de pastagem cresceu 40% na Amaz\u00f4nia. No mesmo per\u00edodo, esse tipo de cobertura de solo diminuiu substancialmente na Mata Atl\u00e2ntica (28%) e no Cerrado (10%), onde 10,2 milh\u00f5es de hectares foram transformados em lavouras tempor\u00e1rias.&nbsp; O avan\u00e7o das pastagens sobre a Amaz\u00f4nia a colocou no topo da lista dos biomas com maior \u00e1rea, em termos percentuais, com 36%. Cerrado (31%), Mata Atl\u00e2ntica (18%), Caatinga (12%) e Pantanal (2%) v\u00eam na sequ\u00eancia. Com exce\u00e7\u00e3o de Minas Gerais, com 19,3 milh\u00f5es de hectares, os outros dois estados l\u00edderes em \u00e1rea de pastagens no Brasil ficam na Amaz\u00f4nia Legal: Par\u00e1 (21,1 milh\u00f5es de hectares) e Mato Grosso (20,2 milh\u00f5es de hectares).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados fazem parte de um mapeamento in\u00e9dito do MapBiomas que foi apresentado nesta quarta-feira, 30 de novembro, pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GBVbSPjBfYY\">YouTube<\/a>. Ele revela que o principal uso dado ao solo brasileiro continua sendo a pastagem: de toda a \u00e1rea desmatada no Brasil, que j\u00e1 se aproxima dos 35% do territ\u00f3rio nacional, aproximadamente 90% foram ou continuam sendo pastagem. Com presen\u00e7a nos seis biomas, ela ocupa atualmente algo em torno de 151 milh\u00f5es de hectares de norte a sul do pa\u00eds.&nbsp; Mas a \u00e1rea total pode ser ainda maior porque esse n\u00famero n\u00e3o integra parte dos campos naturais, principalmente no Pampa e Pantanal, que cobrem 12 milh\u00f5es de hectares no pa\u00eds, e \u00e1reas de mosaico de usos, onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel separar agricultura e pastagem (ou elas ocorrem de forma consorciada), e que cobrem 42 milh\u00f5es de hectares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da an\u00e1lise de imagens de sat\u00e9lite \u00e9 poss\u00edvel identificar uma intensa din\u00e2mica quanto \u00e0s \u00e1reas de pastagens no Brasil, marcada por momentos de expans\u00e3o e retra\u00e7\u00e3o territorial. Entre 1990 e 2000, 46,4 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas naturais e antr\u00f3picas foram convertidas em pastagem, principalmente nos biomas Amaz\u00f4nia e Cerrado, enquanto 19,2 milh\u00f5es de hectares de \u00e1reas de pastagem foram convertidos para outros usos ou abandonados, notadamente nos biomas Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp; Entre 2000 e 2021, as \u00e1reas naturais e antr\u00f3picas transformadas em pastagens totalizaram 47,1 milh\u00f5es de hectares e, mais uma vez, Amaz\u00f4nia e Cerrado foram os principais alvos da convers\u00e3o. Mas a convers\u00e3o ou abandono da pastagens nesse mesmo per\u00edodo mais que dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao registrado nas duas d\u00e9cadas anteriores: 44,7 milh\u00f5es de hectares, principalmente nos biomas Cerrado e Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 1985 e 2021, a agricultura e pecu\u00e1ria ganharam 85 milh\u00f5es de hectares \u2013 um crescimento de 47%. As atividades agropecu\u00e1rias cresceram em cinco dos seis biomas brasileiros, com exce\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><strong>Pastagens brasileiras estocam mais de seis gigatoneladas de carbono<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma in\u00e9dita, a Cole\u00e7\u00e3o 7 do MapBiomas traz estimativas de estoques de carbono no solo associados \u00e0s \u00e1reas de pastagens no Brasil. Considerando as pastagens de todo o Brasil (cultivadas e nativas), o estoque total de carbono org\u00e2nico no solo \u00e9 de 6,43\u00b11,79 gigatoneladas. Especificamente para o bioma Cerrado, a recupera\u00e7\u00e3o de cerca de 28 milh\u00f5es de hectares de pastagens com algum n\u00edvel de degrada\u00e7\u00e3o pode resultar em um ganho de aproximadamente 6% nos estoques de carbono no solo at\u00e9 2030.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando estoques m\u00e9dios de carbono (toneladas por hectare), estes&nbsp; variam de 44 a 22 toneladas por hectare para a camada superficial do solo (0 a 20 cm) nas \u00e1reas de pastagens (nativas) do Pampa e Pantanal, respectivamente. Para os demais biomas &#8211; Mata Atl\u00e2ntica, Amaz\u00f4nia, Caatinga e Cerrado &#8211; estes estoques ficam em torno de 41, 39, 36 e 33 toneladas por hectare, respectivamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA recupera\u00e7\u00e3o de pastagens degradadas e ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas de manejo representam um verdadeiro ganha-ganha. Ganha o produtor, com o aumento da produtividade do rebanho. E ganha o pa\u00eds, haja vista o maior potencial de pastagens bem manejadas em sequestrar carbono, contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es e para tornar a atividade pecu\u00e1ria, como um todo, mais sustent\u00e1vel&#8221;, afirma Laerte Ferreira, professor da Universidade Federal de Goi\u00e1s e coordenador geral do mapeamento das pastagens.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Desafios do uso da Terra - Pastagem (Cole\u00e7\u00e3o 7)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GBVbSPjBfYY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acesse os principais destaques da Cole\u00e7\u00e3o 7 da Pastagem Nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, a \u00e1rea de pastagem cresceu 40% na Amaz\u00f4nia. 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