{"id":2224,"date":"2023-03-14T13:46:00","date_gmt":"2023-03-14T13:46:00","guid":{"rendered":"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/?p=2224"},"modified":"2023-03-14T13:46:00","modified_gmt":"2023-03-14T13:46:00","slug":"amazonia-concentrou-90-da-area-queimada-no-brasil-em-janeiro-e-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/2023\/03\/14\/amazonia-concentrou-90-da-area-queimada-no-brasil-em-janeiro-e-fevereiro\/","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia concentrou 90% da \u00e1rea queimada no Brasil em janeiro e fevereiro"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Monitor do Fogo do MapBiomas identificou mais de meio milh\u00e3o de hectares queimados em todo o pa\u00eds nos dois primeiros meses de 2023 &#8211; 28% a menos que ano passado<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil perdeu 536 mil hectares para o fogo entre janeiro e fevereiro de 2023. Foram 213 mil hectares, ou 28%, a menos que no mesmo per\u00edodo do ano passado. A quase totalidade dessa \u00e1rea \u2013 487 mil hectares, ou 90% do total \u2013 foi na Amaz\u00f4nia. Os dados s\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/plataforma.brasil.mapbiomas.org\/monitor-do-fogo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Monitor do Fogo do MapBiomas<\/a>, que contabiliza os efeitos de queimadas sobre o territ\u00f3rio nacional a partir de imagens de sat\u00e9lite.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roraima respondeu por 48% do que foi queimado em todo o Brasil nesse per\u00edodo: 259 mil hectares. Ficam em Roraima os tr\u00eas munic\u00edpios (Pacaraima, Normandia e Amajari), bem como os tr\u00eas os territ\u00f3rios ind\u00edgenas (TI S\u00e3o Marcos, TI Raposa Serra do Sol e TI Ara\u00e7\u00e1) que mais queimaram em janeiro e fevereiro. Mato Grosso e Par\u00e1 s\u00e3o os outros dois estados com maior \u00e1rea queimada no bimestre, com 90 mil hectares e 71 mil hectares, respectivamente. Juntos, esses tr\u00eas estados representaram 79% do total da \u00e1rea queimada no Brasil nos dois primeiros meses de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse padr\u00e3o de \u00e1rea queimada em Roraima pode estar relacionado a caracter\u00edsticas clim\u00e1ticas e ambientais \u00fanicas do estado\u201d, explica Felipe Martenexenn, pesquisador no IPAM e respons\u00e1vel pelo mapeamento da Amaz\u00f4nia.&nbsp; \u201cRoraima est\u00e1 localizado no hemisf\u00e9rio norte, enquanto a maior parte dos demais estados se localiza no hemisf\u00e9rio sul. Desta forma, enquanto o per\u00edodo de seca em boa parte do pa\u00eds ocorre entre os meses de maio a setembro,&nbsp;em Roraima os meses de seca ocorrem entre dezembro e abril\u201d, detalha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O segundo bioma que mais queimou nos dois primeiros meses de 2023 foi o Cerrado. Foram 24 mil hectares divididos igualmente entre janeiro e fevereiro. Esse n\u00famero \u00e9 64% maior na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2022 (ou 9 mil ha a mais).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os estados que mais queimaram no Cerrado foram Mato Grosso (que tamb\u00e9m \u00e9 um dos l\u00edderes em \u00e1rea queimada na Amaz\u00f4nia) e Maranh\u00e3o. Cerca de um ter\u00e7o (32%) da \u00e1rea queimada no Cerrado nos dois primeiros meses de 2023 foi em forma\u00e7\u00e3o sav\u00e2nica (7 mil hectares).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Mata Atl\u00e2ntica, Pantanal e Caatinga, a extens\u00e3o queimada em janeiro e fevereiro foi a menor dos \u00faltimos cinco anos. Na Mata Atl\u00e2ntica foram 4.600 hectares queimados, a maior parte dos quais concentrada em \u00e1reas agr\u00edcolas. No Pantanal, foram 8,8 mil hectares, a maioria concentrados em forma\u00e7\u00f5es campestres e com uma grande \u00e1rea queimada no Parque Nacional do Pantanal Mato Grossense. Na Caatinga, a extens\u00e3o queimada somou 6,7 mil hectares. No Pampa, foram queimados 4 mil hectares, 70% dos quais em forma\u00e7\u00f5es campestres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte da \u00e1rea queimada em todo o Brasil (84%) foi em vegeta\u00e7\u00e3o nativa, a maioria em forma\u00e7\u00f5es campestres. Dentre os tipos de uso agropecu\u00e1rio, as pastagens se destacaram, representando 12% da \u00e1rea queimada.&nbsp;<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>249 mil hectares queimados em fevereiro&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise das imagens de sat\u00e9lite captadas ao longo de fevereiro mostra que 249 mil hectares foram queimados em todo o Brasil \u2013 uma queda de 16% (48 mil hectares a menos) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas de 2022.&nbsp; A maior parte (87%) da \u00e1rea queimada no per\u00edodo foi em vegeta\u00e7\u00e3o nativa, principalmente forma\u00e7\u00f5es campestres, que responderam por mais da metade (56%) da \u00e1rea queimada no m\u00eas passado. Dentro os tipos de uso agropecu\u00e1rio, as pastagens se destacaram, representando 9% da \u00e1rea queimada em fevereiro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Amaz\u00f4nia concentrou a quase totalidade (90%) da \u00e1rea queimada no Brasil em fevereiro: 230 mil hectares.&nbsp; Mais da metade (59%) da \u00e1rea queimada nesse bioma foi em forma\u00e7\u00e3o campestre. Entre os diversos usos da terra, o que respondeu pela maior \u00e1rea queimada foi a pastagem (8%, ou 15 mil hectares).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os tr\u00eas estados que mais queimaram no per\u00edodo pertencem ao bioma: Roraima, Mato Grosso e Par\u00e1. Mas o primeiro respondeu sozinho por mais da metade (57%) da \u00e1rea queimada no Brasil em fevereiro: mais de 141 mil hectares, extens\u00e3o 19% superior \u00e0 mapeada em janeiro. A quase totalidade desse territ\u00f3rio (98%) \u00e9 de forma\u00e7\u00f5es campestres. Pacaraima (RR), Amajari (RR) e Normandia (RR) foram os munic\u00edpios que tiveram maior \u00e1rea queimada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o que lideram o ranking de \u00e1rea queimada em fevereiro de 2023 s\u00e3o: Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO), ambos no Cerrado, e Parque Nacional do Monte Roraima (RR), na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/MapBiomas_Boletim_mensal_Fevereiro2023.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Acesse o Boletim do Fogo de Fevereiro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/brasil.mapbiomas.org\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/09\/MapBiomas_DataFOGO_Janeiro2023__1_.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Acesse o Boletim do Fogo de Janeiro<\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Monitor do Fogo do MapBiomas identificou mais de meio milh\u00e3o de hectares queimados em todo o pa\u00eds nos dois primeiros meses de 2023 &#8211; 28% a menos que ano passado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2898,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-2224","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-initiatives"],"acf":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"trp-custom-language-flag":false,"post-thumbnail":false},"uagb_author_info":{"display_name":"admin-mapbiomas","author_link":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/blog\/author\/admin-mapbiomas\/"},"uagb_comment_info":15,"uagb_excerpt":"Monitor do Fogo do MapBiomas identificou mais de meio milh\u00e3o de hectares queimados em todo o pa\u00eds nos dois primeiros meses de 2023 &#8211; 28% a menos que ano passado [&hellip;]","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2224"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2224\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mapbiomas.org\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}