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MapBiomas premia estudos sobre infraestrutura e uso do solo

Iniciativa conjunta do MapBiomas com o IEMA e o Instituto Escolhas visa reconhecer pesquisadores de todas as idades e níveis educacionais que geram conhecimento sobre as transformações do uso da terra no Brasil

07/11/2018

Qual é o impacto das obras de infraestrutura? Como projetos de produção de energia afetam a cobertura florestal no Brasil? Qual a relação entre o desmatamento e a construção de estradas ou ferrovias? Uma iniciativa conjunta da rede de instituições do MapBiomas, do Instituto Energia e Meio Ambiente e do Instituto Escolhas com apoio do Instituto Clima e Sociedade irá premiar os melhores trabalhos para responder questões como essas.

O objetivo do Prêmio MapBiomas é eleger os melhores estudos sobre a relação entre obras de infraestrutura de energia ou transportes e alterações no uso do solo. Podem concorrer ao Prêmio MapBiomas trabalhos individuais ou em co-autoria, estudantes de escolas, nível técnico, graduação, pós-graduação, profissionais, etc. Serão aceitos estudos, artigos, monografias dissertações ou teses.

O prêmio tem duas categorias. A Categoria Jovem é para trabalho cujo autor principal tenha até 30 anos e ainda não completou a graduação ou se graduou ao longo de 2018. Na Categoria Geral podem concorrer trabalhos independentemente da idade e nível de escolaridade do autor principal.

Serão premiados quatro trabalhos, com valores de R$ 3.000 a R$ 10.000. As inscrições estão abertas até o dia 31 de janeiro de 2019.

"Os trabalhos podem ser centrados em um projeto ou numa obra específica”, afirma Tasso Azevedo, coordenador geral do MapBiomas. “Pode ser uma análise de um determinado modal. Ou um corte territorial. Até mesmo uma pesquisa de cenários. É possível concorrer com trabalhos inéditos ou que tenham sido publicados a partir de 2017."

Os trabalhos precisam usar as séries históricas de uso e cobertura da terra no Brasil, com dados ou citação do projeto MapBiomas. O MapBiomas (Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil) é uma iniciativa conjunto de dezenas de universidades, ONGs e empresas de tecnologia. Juntas, elas geram a maior base de dados do país sobre uso da terra e alterações nos biomas. Na plataforma do MapBiomas é possível analisar os dados de cobertura e uso da terra por diversos recortes territoriais como estados, biomas, municípios, bacias hidrográficas e áreas protegidas.

Recentemente foram inseridas informações de infraestrutura de transporte e energia para observar as mudanças de uso do solo no entorno (5, 10 e 20 Km) de estradas, ferrovias, portos, aeroportos, usinas, linhas de transmissão, etc.

“A iniciativa contribui para estimular estudantes e jovens profissionais a se dedicar a uma questão ainda não adequadamente compreendida - os impactos, ao longo do tempo, no uso do solo e na cobertura vegetal, decorrentes de grandes de obras de infraestrutura de energia e transporte”, diz André Ferreira, diretor presidente do IEMA.

"O Prêmio MapBiomas quer encontrar e dar visibilidade a estudos e pesquisadores de todas as idades e níveis educacionais que estão produzindo conhecimento sobre as transformações no território brasileiro", diz Jaqueline Ferreira, coordenadora Instituto Escolhas.

Para Tasso Azevedo, o prêmio enriquece do conhecimento para o desenvolvimento sustentável no país. "O prêmio visa estimular a reflexão e a análise sobre a relação entre a infraestrutura de energia e transporte com a dinâmica de mudança de cobertura e uso do solo no território brasileiro", diz. “Esperamos que esses estudos e conhecimentos possam contribuir para a aplicabilidade em políticas públicas e planejamento do território brasileiro.”

Mais informações sobre o Prêmio MapBiomas estão disponíveis no site do MapBiomas ( www.mapbiomas.org/premio ).

Dúvidas e esclarecimentos pelo e-mail - premio@mapbiomas.org


MapBiomas disponibiliza coleção atualizada de Mapas Anuais de Cobertura e Uso da Terra do Brasil de 2000-2016

09/01/2018

O Projeto MapBiomas disponibilizou hoje uma revisão dos mapas anuais de cobertura e uso do terra no Brasil para o período 2000-2016. A Coleção 2.3 atualiza os dados da Coleção 2 lançada em abril de 2017. Os principais aspectos desta revisão incluem:

  1. Simplificação da Legenda - algumas classes de legenda, especialmente no terceiro nível de detalhamento, que apresentavam similaridades espectral com outras classes ou estavam identificadas apenas em alguns biomas foram agregadas. Também foram adequados os termos para classes de vegetação nativa para melhor compreensão e entendimento. As mudanças visam tornar mais prática e direta a compreensão dos mapas.
  2. Análise da Acurácia - foi realizada uma análise completa de acurácia dos mapas de cobertura e uso do solo, abrangendo todos os anos e classe da legenda dos seus diferentes níveis. A acurácia geral da coleção 2.3 foi de 79,3% no nível 1 da legenda, com erro de alocação 9,5% e erro de área 11,2%. Na plataforma on line é possível agora consultar a acurácia por classe, ano, bioma e nível da legenda.
  3. Consistência da série temporal - as variações das classes de cobertura e uso ganharam mais consistência espacial ao longo da série temporal reduzindo os ruídos especialmente dos dados de transição de classes entre os anos, em função da adoção de árvores de decisão automáticas baseadas no algoritmo Random Forest.
  4. Simplificação do acesso aos mapas e dados para análise - várias melhorias foram implementadas no módulo de visualização e acesso aos dados que incluem: (i) visualização comparativa de classificação e mosaico de imagens de dois anos em todo o território; (ii) disponibilização de mapas de cobertura de todos os anos em um único arquivo para download por bioma; e (iii) dados estatísticos de cobertura e transições consolidados por município, estado e biomas, disponíveis para download em planilha Excel.

Estas melhorias são consequência de avanços obtidos nos algoritmos de processamento com destaque para (i) inclusão de uma nova abordagem para a classificação automática que utilizou os resultados da Coleção 2 para treinar o algoritmo de classificação Random Forest; e (ii) inclusão de novas etapas de filtro temporal e espacial após o processo de integração dos mapas temáticos. Estes avanços estão descritos nos ATBDs (documentos base do algoritmo) também disponíveis na plataforma.

Grande parte das melhorias desta coleção foram inspiradas nas demandas, críticas e sugestões oriundas das reuniões do Comitê Científico do MapBiomas, dos workshops temáticos promovidos pelo projeto e, principalmente, das contribuições de dezenas de usuários da plataforma que tem utilizado os dados para inúmeras aplicações.

Para fortalecer este vínculo com os usuários agora é possível criar um perfil de acesso na plataforma do MapBiomas. A partir desta perfil será possível elaborar e salvar mapas com os territórios de seu interesse e gerar um URL para incluir estes mapas em suas próprias páginas na internet. Este perfil de acesso também permitirá aos usuários se manterem atualizados sobre as novidades do MapBiomas.

A equipe do MapBiomas trabalha agora na preparação da Coleção 3 prevista para ser lançada ainda em 2018 com mapas anuais de cobertura e uso do solo cobrindo o período de 1985 a 2017.


Sobre o MapBiomas

O Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil é uma iniciativa de uma rede colaborativa muti-institucional de universidades, empresas e ONGs com especialistas nos biomas, usos da terra, sensoriamento remoto e ciência da computação que utiliza processamento em nuvem e classificadores automatizados desenvolvidos e operados a partir da plataforma Google Earth Engine para gerar uma série histórica de mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil.

Todos os mapas e dados bem como os algoritmos e ferramentas desenvolvidos pelo projeto MapBiomas podem ser acessados gratuitamente na plataforma on line.

Este projeto não seria possível sem o generoso suporte Google e sua plataforma Earth Engine; bem como apoio do Programa Internacional de Florestas e Clima da Noruega, da Fundação Moore, da Good Energies Foundation, da CLUA e do Instituto Arapyaú.

Para conhecer mais sobre projeto acesse: http://mapbiomas.org.